INTERNACIONAL

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

O novo líder zimbabueano chama Robert Mugabe de "o pai da nação" 24 Novembro 2017

Emmerson Mnangagwa foi empossado Presidente do Zimbabué esta sexta-feira,24, em Harare. Entretanto, o novo chefe de Estado garantiu que as eleições vão decorrer em 2018. E também homenageou Robert Mugabe, chamando-lhe "o pai da nação". Entretanto, o ex-Presidente faltou à cerimónia.

O novo líder zimbabueano chama Robert Mugabe de

A cerimónia contou com a presença de alguns líderes africanos, como é o caso da maioria dos países com quem o Zimbabué faz fronteira: o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi; o Presidente da Zâmbia, Edgar Lungu; e o Presidente do Botswana, Ian Khama. O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, não esteve presente, uma vez que recebe nestes dias a primeira visita oficial por parte do seu homólogo angolano, João Lourenço.

Depois do juramento, continuaram as festividades no Estádio Nacional do Zimbabué. A arena desportiva foi sobrevoada por aviões da Força Aérea do país e houve salvas de tiros de canhão em honra do novo Presidente.

A principal prioridade de Mnangagwa, 75 anos, é a reconstrução da exangue economia do país. O Zimbabué luta contra o crescimento lento, uma inflação crescente e um desemprego em massa (90%): "Queremos o crescimento da nossa economia, queremos empregos", declarou o novo homem forte do Zimbabué no seu primeiro discurso, na quarta-feira, algumas horas depois de ter regressado de um breve exílio na África do Sul.

Durante muito tempo considerado o delfim de Mugabe, Mnangagwa foi demitido a 6 de novembro - por intervenção da então primeira-dama que esperava suceder ao marido - e abandonou o país por razões de segurança. O seu afastamento provocou na noite de 14 para 15 de novembro um golpe dos militares, que se opunham à chegada ao poder de Grace Mugabe.

Face à profunda crise do país, as expectativas da população são enormes, mas a chegada ao poder de Emmerson Mnangagwa também suscita preocupações, tendo em conta o seu passado de quatro décadas no aparelho de segurança zimbabueano, que executou o "trabalho sujo" do ex-presidente.

A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional pediu ao novo líder do Zimbabué que "evite regressar aos abusos do passado. O próximo governo deverá encetar rapidamente as necessárias e urgentes reformas nas Forças Armadas e na Polícia, as principais armas da repressão de Mugabe" bem conhecidas de Mnangagwa, defendeu, por seu turno, a Human Rights Watch.

Quanto ao principal partido da oposição, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC) disse estar "cautelosamente otimista" em relação ao próximo líder do país. Embora referindo esperar que Mnangagwa "não vá imitar e replicar o regime mau, corrupto, decadente e incompetente de Mugabe", o MDC prometeu acompanhar atentamente as próximas decisões do novo presidente "particularmente em relação ao desmantelamento de todos os opressivos pilares da repressão que foram criados pelo regime cessante".

C/Lusa

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau