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OMS alerta o mundo para travar a fome de 3,3 milhões de pessoas e doenças na Somália 15 Maio 2017

A ONU, através da Organização Mundial de Saúde-OMS, alerta o mundo para a situação dramática que se vide na República da Somália por causa da seca e conflitos armados naquele país do corno de África. Os números falam por si: regista-se mais de 50 mil casos de cólera até o fim de junho com possíveis inundações previstas na época das chuvas, 3,3 milhões de pessoas passam fome e a cólera já matou 690 pessoas dos 36 mil casos diagnosticados em 2017.

OMS alerta o mundo para travar a fome de 3,3 milhões de pessoas e doenças na Somália

A OMS adverte que se a atual situação de fome continuar, pode criar um ciclo devastador de falta de alimentos e doenças na Somália. É que a agência diz estar preocupada com a escassez crónica de fundos para financiar operações essenciais de resposta à seca.

3,3 milhões de pessoas com fome

A ONU revela que o fenómeno já destruiu plantações e o gado, deixando mais de 3,3 milhões de pessoas a passar fome.

36 mil casos de cólera

A OMS declara que, neste momento, a saúde piora e as pessoas tornam-se vulneráveis à infecção. A seca provocou a falta de água potável e a cólera que já matou 690 pessoas dos 36 mil casos diagnosticados este ano.
Com o início das chuvas espera-se que as inundações aumentem os casos para 50 mil até o final de junho.

6,5 mil casos de sarampo

Os casos de sarampo também estão a subir e cerca de 6,5 mil foram já notificados em 2017. Pelo menos 71% dos pacientes registados eram crianças com menos de cinco anos.

Fundo necessário de US $ 488 milhões

A agência das Nações Unidas para os Refugiados aumentou o seu apelo de US $ 91 milhões para atender às necessidades humanitárias dos refugiados somalis na região e as pessoas deslocadas dentro do país do corno da África.
"Estamos buscando US $ 488 milhões para fornecer apoio contínuo aos deslocados somalis em 2017", disse Andrej Mahecic, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) durante uma conferência de imprensa em Genebra.

Solidariedade internacional

A actualização da referida verba inclui um adicional de US $ 91 milhões para fazer face à situação dos refugiados somalis na Etiópia, Quénia, Iémen e os deslocados dentro da Somália, acrescentou o mesmo responsável da ACNUR.

Diante da gravidade da situação, a OMS apela que o mundo não deve assistir uma catástrofe, após a história ter demonstrado "terríveis consequências da falta de acção". Lembra que, em 2011, mais de 250 mil somalis perderam a vida, metade dos quais era menores.

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