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OMS alerta que 325 milhões de pessoas sofrem de hepatite 29 Julho 2017

A ONU advertiu hoje (28), dia mundial contra a hepatite, que essa doença viral é um grave problema de saúde à escala mundial, que requer uma resposta urgente. O primeiro Relatório Mundial sobre a Hepatite, produzido pela Organização Mundial da Saúde em 2017, mostra que, em finais de 2015, aproximadamente 325 milhões de pessoas viviam com uma infecção crónica devida ao vírus da hepatite B ou da hepatite C. Destas, cerca de 70 milhões encontravam-se na Região Africana.

OMS alerta que 325 milhões de pessoas sofrem de hepatite

É que, segundo alerta a Directora Regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, só em 2015, estima-se que a doença tenha causado mais de 136 mil óbitos na Região. «Infelizmente, na Região Africana, a maioria das pessoas que padecem de uma hepatite viral crónica não está sequer consciente do seu estado e, pouquíssimas são as que têm acesso à despistagem e ao tratamento», diz Moeti na sua mensagem remetida ao Asemanonline.

Segundo a mesma fonte, o relatório de 2017 mostrou que somente 9% das pessoas dessa região do continente negro infectadas com o VHB e 20% com o VHC foram submetidas a testes e diagnosticadas. «Entre as pessoas que foram diagnosticadas com infecção pelo VHB, 8% encontravam-se em tratamento, enquanto que 7% daquelas diagnosticadas com infecção pelo VHC tinham começado o tratamento em 2015».

Tipos de hepatite e cura

De acordo com a OMS, existem cinco tipos de vírus responsáveis pela maioria dos casos de hepatite viral, que é uma inflamação do fígado decorrente de uma infecção viral. Trata-se do vírus da hepatite A (VHA), do vírus da hepatite B (VHB), do vírus da hepatite C (VHC), do vírus da hepatite D (VHD) e do vírus da hepatite E (VHE). Qualquer um destes vírus pode causar hepatite aguda, mas apenas o VHB e o VHC provocam frequentemente hepatite crónica, podendo por sua vez levar à fibrose hepática (cirrose) e ao cancro primário do fígado. Segundo a mesma instituição, o VHB e o VHC ocasionam 96% das mortes devido a hepatite viral que ocorrem no mundo. Já a epidemia provocada pelo VHB afecta principalmente as Regiões Áfricana e o Pacífico Ocidental da OMS.

Diz a OMS que é, no entanto, possível eliminar a hepatite viral. Informa que a administração generalizada da vacina em bebés reduziu consideravelmente a incidência de novas infecções crónicas de VHB. Outras medidas incluem - prossegue a organização - a prevenção da transmissão materno-infantil da hepatite B, o que inclui a dose de vacina à nascença, o abastecimento seguro de sangue, a melhoria da segurança das injecções nos estabelecimentos de saúde, a introdução de serviços abrangentes de redução dos danos para prevenir a transmissão da hepatite B e C entre consumidores de drogas injectáveis e a abrangência do tratamento contra as hepatites B e C. Além disso, avança a OMS, garantir um alto nível de saneamento e o acesso a alimentos e água em boas condições de salubridade constituem medidas eficazes para prevenir e controlar epidemias pelo vírus da hepatite A e da hepatite E.

Ainda na sua mensagem de hoje, a Director Regional da OMS para a África lembra que a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável convoca a comunidade internacional a lutar contra a hepatite e recomenda abordagens inclusivas que promovam a equidade e a Cobertura Universal Sanitária para que ninguém fique para trás.

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