ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

ONU congratula-se com a criação da força regional para combater o terrorismo no Sahel 26 Junho 2017

O secretário-geral das Nações Unidas , António Guterres, congratulou-se com a implantação do chamado Grupo dos Cinco (G5) - Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger. Uma força conjunta de segurança que vai ter a difícil tarefa de combater a ameaça do terrorismo e crime organizada na região do Sahel – África.

ONU congratula-se com a criação da força regional para combater o terrorismo no Sahel

Para amantes da paz, o organismo surgiu em boa hora, diante do recrudescer de conflitos com actos terroristas e crimes organizados em vários pontos do continente africano – a maioria dos quais liderada, sob várias formas, pelo Estado Islâmico e aliados.

Em um comunicado divulgado por seu porta-voz, o Secretário-Geral saudou a recente adoção da resolução 2359 (2017) do Conselho de Segurança, que criou a força-tarefa conjunta. Segundo Onu News, Guterres reiterou o compromisso da ONU em trabalhar, em estreita colaboração com a União Africana (UA) e outros parceiros, "para fazer todo o possível para ajudar a mobilizar recursos adequados para a consecução dos objetivos da Força. Isto conforme acordado pelos líderes do G5 e endossados pelo Conselho de Paz e Segurança da UA ".

A adoção unânime da resolução na última quarta-feira, coincidiu com o segundo aniversário do Acordo de Paz e Reconciliação de 2015 no Mali. O acordo, assinado em 20 de junho, após a mediação liderada pela Argélia, incluiu reformas políticas e institucionais e as relativas à defesa e à segurança. Abrange ainda aspectos humanitários, económicos e legais.

Em declaração, Guterres congratulou-se com o "progresso importante" feito pelo Governo e os grupos, e ressaltou a necessidade de "progresso expedito" nos demais aspectos do acordo para sustentar a paz no Mali e na região do Sahel.

Terroristas e aproveitamento da pobreza em África

Conforme analisa o site Além-mar, terroristas estão a aproveitar-se da pobreza em África para desenvolverem actividades no continente e recrutarem operacionais locais. A cooperação entre os grupos islamistas radicais armados é crescente e o extremismo jihadista constitui uma ameaça aos governos e às populações.

Exacerbado pelas muitas fronteiras porosas, pelos baixos padrões de vida e pela tensão política e social em África, o terrorismo, diz a mesma fonte, surge cada vez mais ligado ao crime organizado no continente. «No passado, o terrorismo estava ligado aos movimentos de libertação, a pretexto da criação de um Estado, ou tinha base nas diferenças de religião, mas ao olhar-se para a lista de grupos terroristas activos em África, poderá ver-se que não é o caso. Está ligado a muitas actividades do crime organizado transnacional», avalia Jean-Paul Laborde, chefe da UNODC/TPB, força-tarefa das Nações Unidas para a prevenção do terrorismo.

A fazer fé no mesmo órgão, a formação e treino dos operacionais terroristas são feitos em pequenos campos que mudam de local a cada dois ou três dias. O financiamento é conseguido mediante as rotas de contrabando que existem no corredor do Atlântico ao mar Vermelho e com o sequestro de turistas ocidentais. «No Sahel, o grupo AQMI (Al-Qaeda do Magrebe islâmico) viu os seus cofres cheios em 2011, com resgates de sequestros», verifica a diplomacia norte-americana do Departamento de Estado.

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau