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ONU pede ao governo para dar mais atenção no combate à pobreza e às assimetrias regionais 15 Julho 2017

A Coordenadora Residente das Nações Unidas (ONU) em Cabo Verde recomenda ao Governo que dispense mais atenção ao combate à pobreza e às grandes assimetrias regionais. Ulrika Richardson fez essas recomendações durante o encontro que teve, na quinta-feira última, com o ministro das Finanças, Olavo Correia, no âmbito das audições para preparar o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018.

ONU pede ao governo  para dar mais atenção no combate à pobreza e às assimetrias regionais

A responsável do sistema da ONU acreditada na Praia fez questão de salientar « os rostos feminino e infantil da pobreza – relativa e absoluta - cabo-verdiana». Por isso, pediu a cabimentação de verbas no próximo Orçamento de Estado e um contínuo acompanhamento da situação, «sob pena de o país não aproveitar este importante dividendo demográfico».

Ulrika Richardson aconselhou ao governo de Ulisses Correia e Silva para que também dê especial atenção à saúde e à educação - no ensino médio e superior. Tudo para que aqueles que são hoje jovens possam ser, a médio prazo, quadros bem formados e que contribuam para o desenvolvimento de Cabo Verde.

Economia, género e migração

Richardson considerou que o país deve ainda dar especial atenção aos setores económicos – com foco na agricultura e nas pescas - por serem áreas de atividade abrangidas maioritariamente por pessoas de baixa renda. Por isso, sugeriu o maior empenho do executivo na industrialização das diferentes unidades de prestação de serviços desses setores.

Mas as preocupações da ONU não ficam por aí. Ulrika Richardson bordou ainda na audiência com o ministro Olavo Correia as questões do género e a problemática da previsibilidade dos dados estatísticos entretanto – congratulou-se com o Plano Estratégico do Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Mostrou-se também preocupada com a sustentabilidade das iniciativas do sector do turismo e outros, sobretudo quanto às resiliências ambiental e social.

Tendo em conta os aspectos referidos, a representante da ONU pelou ao governo para modernizar a Administração Pública e resolver os problemas da migração interna e externa, principalmente nas ilhas do Sal e da Boa Vista. Isto por considerar que vem tendo impacto negativo no assentamento informal e na segurança interna.

Conforme o governo, o ministro das Finanças partilhou as preocupações da ONU nos vários domínios e garantiu que «o Executivo está de mangas arregaçadas a trabalhar na melhoria considerável da qualidade de vida dos cabo-verdianos e em todos os cantos do país»

Quanto à educação, Olavo Correia defendeu que o país precisa de montar um sistema educativo focado em resultados e ancorado nas necessidades dos próximos tempos.

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