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ONU precisa de 850 milhões de euros para impedir fome em quatro países 26 Agosto 2017

O Programa Alimentar Mundial precisa de 850 milhões de euros para impedir a fome em quatro países até ao final do ano, disse à Lusa o diretcor do Programa Alimentar Mundial (PAM), David Beasley.

ONU precisa de 850 milhões de euros para impedir fome em quatro países

"Precisamos de quase 850 mil milhão de dólares para combater a fome nestes países nos próximos seis meses. Quando estamos com poucos fundos, o programa é obrigado a cortar nas rações de comida, deixando as pessoas com menos do que precisam para ter uma vida normal e saudades. Quanto mais dramáticos os cortes, maior o número de pessoas que pode morrer por falta de comida", disse David Beasley em entrevista à Lusa.

"Falta de fundos significa que pessoas podem morrer. É tão simples quanto isso", acrescenta o responsável. Segundo Beasley, o mundo enfrenta a maior crise humanitária em 70 anos com mais de 20 milhões de pessoas no Iémen, na Somália, no Sudão do Sul e Nigéria em risco de fome.

"As boas noticias é que estamos a tentar a conseguir resultados na nossa luta contra a fome, e todas as pessoas podem ajudar. O PAM e outras agências têm estado na linha da frente, mas não conseguirmos trabalhar a 100 por cento, devido a recursos insuficientes e conflitos que nos impedem de chegar às pessoas que mais precisam de ajuda", explica Beasley.

A proposta de orçamento do Estado dos Estados Unidos da América (EUA), apresentada por Donald Trump em março, inclui cortes nas contribuições para as Nações Unidas e os seus programas de ajuda humanitário, mas o orçamento final será elaborado pelo Congresso e Beasley acredita que se vai manter o apoio do país à organização que dirige.

"O programa Alimentar Mundial tem forte apoio bipartidário em Washington. Sei isso devido à minha experiência pessoal a lidar com ambos os lados, no Senado, na Câmara dos Representantes e na administração Trump. Este apoio ficou demonstrado em meses recentes, com votos do orçamento e, mais importante, com o anuncio do presidente Trump na cimeira do G20, em Hamburgo, de que os EUA vão dar mais 639 milhões de dólares para combater a fome", explica o responsável.

David Beasley, que foi nomeado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, em Março, é um político republicano que serviu como governador da Carolina do Sul entre 1995 e 1999.

"Acredito que este apoio bipartidário vai continuar porque estes líderes sabem que é interesse estratégico dos EUA ajudar-nos a combater a fome. O povo americano percebe que apoiar os nossos irmãos e irmãs à volta do mundo não é apenas um acto de coração, é também de cabeça, e acredito firmemente que vão continuar a apoiar de forma generosa o nosso trabalho", conclui o diretor.

Fonte: G1-Mundo

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