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OS MALES DA CENTRALIZAÇÃO DO PODER ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL NACIONAL. 20 Agosto 2017

Quando a centralização do poder administrativo e institucional é exagerada, como no caso do nosso Arquipélago, as decisões importantes e principais são tomadas pela alta gerência e os outros níveis estão em implementações de acordo com as direções do nível superior. Por exemplo, em uma questão de negócios, o pai e o filho que são os proprietários decidem sobre os assuntos importantes e todas as demais funções como produto, finanças, marketing e do pessoal que são realizadas pelos chefes do departamento actuando de acordo com a instrução e as ordens das duas pessoas. Portanto, neste caso, o poder de tomada de decisão permanece nas mãos de pai e filho.

Por: Carlos Fortes Lopes, M.A.

(A Voz do Povo Sofredor)

OS MALES DA CENTRALIZAÇÃO DO PODER ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL NACIONAL.

Como já é sobejamente conhecido pelos cabo-verdianos residentes e na diáspora, a centralização da administração e instituições públicas nacional tem sido um processo onde a concentração da tomada de decisão está insistentemente concentrada no seio de um pequeno grupo de pessoas, residentes na capital do país. Todos sabemos que as decisões e ações importantes num nível mais baixo, todas as matérias e ações no nível inferior estão sujeitas à aprovação da alta administração, concentrada na cidade capital. De acordo com Allen, "Centralização" é a reserva sistemática e consistente de autoridade em pontos centrais da organização. A implicação da centralização pode ser:

1- Reserva de poder de decisão ao nível superior.

2- Reserva de autoridade operacional com os gerentes ao nível médio.

3- Reserva de operação em nível inferior nas instruções do nível superior.

Quando a centralização do poder administrativo e institucional é exagerada, como no caso do nosso Arquipélago, as decisões importantes e principais são tomadas pela alta gerência e os outros níveis estão em implementações de acordo com as direções do nível superior. Por exemplo, em uma questão de negócios, o pai e o filho que são os proprietários decidem sobre os assuntos importantes e todas as demais funções como produto, finanças, marketing e do pessoal que são realizadas pelos chefes do departamento actuando de acordo com a instrução e as ordens das duas pessoas. Portanto, neste caso, o poder de tomada de decisão permanece nas mãos de pai e filho.

Por outro lado, a descentralização é uma delegação sistemática de autoridade em todos os níveis de gestão e em toda a organização. Numa descentralização séria e objetiva a autoridade é retida pela administração local que tomará as suas próprias decisões regionais, enquadrando-as ás exigências políticas, sociais e culturais das populações nas regiões.

O grau de centralização e descentralização dependerá da quantidade de autoridade delegada ao nível mais baixo. Segundo Allen, "a descentralização refere-se ao esforço sistemático para delegar ao nível mais baixo de autoridade, exceto o que pode ser controlado e exercido em pontos centrais".

A descentralização não é o mesmo que a delegação. Na verdade, a descentralização é toda a extensão da delegação. O padrão de descentralização é maior e o alcance das autoridades fica ao mais baixo nível de gestão e junto do povo. A delegação da autoridade é um processo completo e ocorre de entre as pessoas e os responsáveis locais. Embora a descentralização esteja completa somente quando a delegação total do poder decisivo acontecer, ela continua sendo um processo de aprendizagem continua.

Vejamos alguns exemplos:
Um gerente geral de uma empresa é o responsável máximo da empresa/organização.

O gerente geral (Governo Central) delega parte dos trabalhos aos gerentes do pessoal que aplicam-nas de acordo com as realidades departamentais e dos recursos humanos disponíveis.

É este o processo da delegação de autoridades.
Existe um ditado de que "Tudo o que aumentar o papel dos subordinados é a descentralização e o que diminui esse papel é a centralização". A descentralização é mais abrangente e a responsabilidade do subordinado aumenta neste caso. Por outro lado, na delegação, os gerentes continuam responsáveis, mesmo pelos atos de subordinados aos seus superiores.

Implicações da descentralização

1- Há menos encargos para o presidente/executivo, como no caso da centralização.

2- Na descentralização, os subordinados têm a chance de decidir e agir de forma independente, o que desenvolve habilidades e capacidades. Desta forma, a organização é capaz de processar a reserva de talentos nela.

3- Na descentralização, a diversificação e a horizontalidade podem ser facilmente implantadas.
4- Na descentralização, preocupar-se com a diversificação das atividades pode ser efetiva, pois cria margens para novos departamentos. Portanto, o crescimento da diversificação é de um grau saudável.

5- Na estrutura de descentralização, as operações podem ser coordenadas a nível divisional, o que não é possível na configuração de centralização.

6- No caso da estrutura de descentralização, há maior motivação e moral dos funcionários, uma vez que obtêm mais independência para agir e decidir.

7- Em uma estrutura de descentralização, a coordenação até certo ponto é difícil de manter, pois há muitas divisões do departamento e a autoridade é delegada na medida do possível, ou seja, até a maior parte do nível de delegação.

A centralização e a descentralização são as categorias do padrão de relações de autoridade e gestão de territórios e populações. O grau de centralização e descentralização pode ser afetado por muitos fatores como a natureza da operação, o volume de lucros, o número de departamentos, o tamanho de uma preocupação, etc. Quanto maior o tamanho de uma preocupação (caso de Cabo Verde), uma configuração de descentralização é necessária, exigente e adequada.

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