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Olavo Correia responde JMN: O hub aéreo de Cabo Verde tem de ser um negócio e não a vontade de cada um 15 Novembro 2017

“Na bancada todos têm opinião. O hub aéreo de Cabo Verde tem de ser um negócio, não pode ser a vontade de cada um”. Foi desta forma que o ministro das Finanças, Olavo Correia, reagiu aos questionamentos do ex-primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, sobre a falta de transparência nos negócios que envolvem a companhia pública de aviação TACV, criticando a não divulgação dos estudos e contratos que os sustentam. Através de um post publicado no Facebook, o titular da pasta das Finanças, deixou garantias de que, “brevemente os cabo-verdianos vão ter toda a informação relativa ao contrato feito com a Icelandair”.

Olavo Correia responde JMN: O hub aéreo de Cabo Verde tem de ser um negócio e não a vontade de cada um

Olavo Correia lembra que, “o Sr. José Maria Neves esteve 15 anos para fazer aquilo que devia fazer e não fez. Deixou uma empresa (TACV) completamente falida, só em estudos económicos gastou mais de 7 milhões de euros”.

Num texto publicado na sua pagina oficial do Facebook, o ministro afirma ainda que o ex-primeiro-ministro deixou um país sem qualquer visão do ponto de vista dos transportes aéreos e que por isso não deve dar lições em como o Governo deve atuar. “Em qualquer perspetiva, não pode querer dar-nos lição”, escreveu.

Correia pediu tempo para que o Governo apresente “uma boa solução em matéria de hub aéreo ao país. Nós estamos a trabalhar com responsabilidade, com estudos, com pareceres de quem conhece o negócio, para que possamos estruturar da melhor forma este hub. Há muitas companhias aéreas interessadas em Cabo Verde e sempre tenho dito que este é um processo complexo, difícil, exigente, que comporta riscos, mas nós estamos a trabalhar para trazer uma boa solução para o país. O Governo está muito optimista em como será possível a boa solução. Inclusive o Afreximbank, há pouco dias, demonstrou engajamento em financiar o conceito do Governo em matéria de hub. Quando apresentamos o plano de negócio ficaram convencidos em como estamos no caminho certo.”

O hub aéreo de Cabo Verde tem de ser um negócio, não pode ser a vontade de cada um

O Ministro das Finanças considera que “o hub aéreo de Cabo Verde tem de ser um negócio, não pode ser a vontade de cada um. E os negócios têm de ser feitos na base de rentabilidade. Não podemos criar uma nova TACV, no sentido de que o Estado vai continuar a subsidiar com recursos que não tem. Isso deve ser feito numa base de racionalidade económica e financeira. É isto que o Governo está a tentar colocar sobre a mesa. Penso que devemos deixar a emoção de lado, porque o que está em causa são os recursos dos contribuintes e têm que ser geridos com base nos critérios de rentabilidade, da eficiência e da boa governação”.

Correia garantiu também que "brevemente" os cabo-verdianos vão ter toda a informação relativa ao contrato feito com a Icelandair. “Estamos a trabalhar com toda transparência e numa fase inicial não podemos partilhar tudo, porque num processo de privatização é preciso que determinadas informações sejam reservadas para que possamos proteger o interesse público. No momento certo todos vão saber toda a informação”, afirma.

“O trabalho está a ser feito para fazer de Cabo Verde um Hub de transportes aéreos, e estamos cada vez mais convencidos em como isto será possível.
É preciso paciência e calma e menos ruídos, sobretudo por parte daqueles que estiveram 15 anos para apresentar uma solução ao país e deixaram uma empresa falida, sem qualquer perspetiva”, conclui.

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