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Olímpio Varela demite-se da direcção da ACOLP em protesto contra a "corrida desenfreada" ao novo estatuto dos combatentes da Liberdade da Pátria 22 Abril 2015

O combatente Olímpio Varela acaba de se demitir do cargo de secretário da Direcção da Associação dos Combatentes de Liberdade da Pátria (ACLP). Desentendeu-se com o presidente substituto desde a morte de João José Lopes da Silva (JJ) sobre a forma como a Associação tem gerido o dossier de entrada de novos membros, provocando o que considera ser "uma corrida desenfreada ao ouro com a entrada em vigor do novo estatuto, que estabelece uma pensão mínima de 75 contos aos Combatentes da Liberdade da Pátria". E acusa o vice-presidente José Luís Ferreira Vaz (Sagui) de não estar a conduzir a atribuição de tão elevado estatuto - Combatente da Liberdade da Pátria - com "a lisura que um processo deste quilate deve merecer".

Olímpio Varela demite-se da direcção da ACOLP em protesto contra a

A presidente da Assembleia Geral da ACOLP, Josefina Chantre, confirma que recebeu uma carta de Olímpio Varela, comunicando a sua desvinculação do cargo de secretário da Direcção. Remeteu cópias do documento aos colegas e Josefina Chantre Fortes já fez saber que o assunto vai ser discutido na próxima reunião daquele órgão da Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria.

Na carta de pedido de demissão a que o asemanaonline teve acesso, Varela explica assim a sua saída: "A partir da gravidade da doença do camarada J.J (Presidente eleito da ACOLP) até à sua morte e à presente, o vice-presidente (José Luís Ferreira Vaz ) auto-proclamou-se presidente. Por não concordar com determinadas práticas que vem tendo na Associação, Sagui deixou de me dar cavaco como secretário de qualquer acto que diz respeito à ACOLP, nomeadamente notas que recebe e reuniões na sede realizadas que impliquem feitura de actas".

Um outro motivo que terá feito Olímpio Varela bater com a porta tem a ver com o que ele considera ser "a febre que se regista neste momento de novas entradas na Associação. Isto diante da aprovação do novo estatuto, que estabelece uma pensão mínima de 75 contos para os combatentes.

"Tenho ultimamente constatado - a partir da data da aprovação do Estatuto dos Combatentes da Liberdade da Pátria no qual vem quantificado a compensação remuneratória de 75.000 escudos aos mesmos -, a proliferação de tantas pessoas a reclamar tal estatuto, algumas das quais durante a luta clandestina, possivelmente até estiveram noutra trincheira, agora a solicitar a sua qualidade de Combatente de Liberdade da Pátria", critica Olímpio Varela, alertando que esse dossier "não está a ser conduzido com a lisura que um processo deste quilate deve merecer".

Compete agora à Assembleia Geral da ACOLP averiguar as denúncias constantes da carta de Olímpio Varela e apurar as devidas responsabilidades.

Entretanto, este jornal tentou ouvir o presidente substituto, mas José Luís Ferreira Vaz (Sagui), mas este responsável está fora de Cabo Verde.

ADP

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