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Operação no oeste africano salva mais de 500 vítimas de tráfico humano 24 Novembro 2017

Uma operação policial em larga escala por vários países de África ocidental permitiu resgatar mais de 500 vítimas de tráfico humano, quase metade menores de idade, comunicou esta quinta-feira, 23, a Interpol.

Operação no oeste africano salva mais de 500 vítimas de tráfico humano

A denominada "Operação Gavião" desenvolveu-se simultaneamente, no Chade, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal, entre 06 e 10 deste mês, acabando por ser detidos 40 supostos traficantes, acusados de "tráfico de seres humanos, trabalho forçado e exploração de crianças".

Os alegados traficantes são indiciados pela Interpol de "terem forçado as vítimas a actividades de mendicidade e à prostituição", não tendo sido esclarecido se a maioria delas se destinava a permanecer em solo africano ou se tinha como destino a Europa.

Entre as vítimas encontrava-se uma nigeriana de 16 anos, a quem foi prometido um trabalho no Mali, para que a jovem pudesse enviar dinheiro à família. “A rapariga foi forçada a prostituir-se pelo seu "padrinho", com o objectivo de reunir verbas para custear a viagem”.

Outro exemplo citado pela Interpol foi de um jovem de 15 anos destinado ao trabalho forçado que estava em situação de ser vendido pelos traficantes, o que acabou por se inviabilizar "antes do fim da transacção".

A "operação Gavião" foi conduzida no âmbito do projecto Sahel, uma iniciativa financiada pelo ministro alemão dos Negócios Estrangeiros contra as redes de crime organizado envolvidas no tráfico de seres humanos.

De acordo com um inspector da Interpol, baseado em Bamako no Mali, Yoro Traoré, além das prisões, esta operação abriu uma série de investigações para desmantelar ainda mais as redes criminosas implicadas no tráfico de seres humanos.
A luta contra o tráfico de pessoas nos últimos anos está focalizada nos africanos ocidentais - a maior parte dos migrantes sem documentos - que tentam atravessar o mar Mediterrâneo, para chegarem à Europa.

“As organizações criminais são também responsáveis pelo tráfico de pessoas no seio do continente africano, aproveitando a pobreza generalizada e a facilidade de viajar, graças às fronteiras permeáveis e à existência de um passaporte comum da comunidade regional da África Ocidental, a CEDEAO. Fonte: Mundo ao Minuto

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