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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Operadores criam empresa para disputar a segunda concessão do transporte marítimo inter-ilhas 07 Julho 2015

Transportes Marítimos de Cabo Verde é o nome da segunda empresa que vai explorar o serviço público de transporte marítimo de passageiros e mercadorias inter-ilhas. A empresa engloba 90% dos operadores do sector que, até Setembro próximo, deverão apresentar a sua proposta de exploração ao Ministério das Infraestruturas e Economia Marítima.

Operadores criam empresa para disputar a segunda concessão do transporte marítimo inter-ilhas

O prazo fixado por Sara Lopes para se constituir a segunda concessionária dos transportes marítimos inter-ilhas de carga e passageiros expirou em finais de Junho. Mas só agora foi criada a Transportes Marítimos de Cabo Verde, empresa que engloba todos os operadores do sector, excepto a Cabo Verde Fast Ferry que opera de forma individual.

Até Setembro, os 10 operadores de cabotagem deverão apresentar ao Governo a sua proposta. O pedido de adiamento do prazo deve-se à necessidade de se realizar um estudo de viabilidade, conforme João do Rosário, da Comissão de Armadores de Marinha Mercante que tem a responsabilidade de operacionalizar esta linha conjunta.

“Pedimos um prazo porque desde 2006 não houve actualização de preços na marinha mercante. Entretanto, os preços dos combustíveis, dos serviços da Enapor e de outros sectores alteraram. Por causa disso, é preciso fazer um estudo abarcando todas as linhas”, declarou João do Rosário à RTC, para quem o consultor terá de fazer um levantamento sério.

As quantidades de carga, a regularidade dos passageiros, o custo dos serviços da Enapor em cada um dos portos, o calendário semanal de operações são alguns dos itens que precisam ser clarificados. Apesar destas ressalvas, os operadores desta empresa conjunta acreditam nos pressupostos do novo modelo de gestão do sector de cabotagem.

“Acreditamos que, através desta forma de operar, teremos barcos em todas as ilhas abrangidas na concessão e com um quadro regular. Neste momento, cada operador trabalha da forma que melhor lhe convém, o que faz com que, por vezes, tenhamos três barcos a viajar para uma mesma ilha, enquanto uma ilha está com défice”, explica do Rosário.

Este empresário não tem dúvidas de que, com as duas concessionárias a operar, haverá uma melhor coordenação de todos os navios. A empresa conjunta de Transportes Marítimos de Cabo Verde vai operar com 12 barcos e todos os accionistas possuem igual número de cotas.

O Governo pretende com a atribuição das concessões garantir a gestão e exploração regular do serviço público dos transportes marítimos inter-ilhas, obedecendo aos princípios de universalidade, eficácia, igualdade, segurança, continuidade, eficiência, regularidade, cortesia, acessibilidade de preços e tratamento adequado aos utentes.

Em Março último a Ministra das Infraestruturas anunciou a decisão do Governo de assinar o primeiro contrato de concessão para os transportes marítimos inter-ilhas com a empresa Cabo Verde Fast Ferry. Na altura, Sara Lopes afirmara que o Governo tinha iniciado um diálogo com os operadores no sentido de se organizarem numa empresa para concorrer à segunda concessão, que acaba de se concretizar.

Fonte: RTC

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