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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Orquestra Nacional celebra primeiro aniversário com concerto na Praia 20 Maio 2015

A Orquestra Nacional de Cabo Verde (ONCV) comemora um ano de vida esta quarta-feira com um concerto na Pracinha da Escola Grande, cidade da Praia. Nancy Vieira é a convidada-especial deste espectáculo, que também contará com a participação do maestro David Lloyd e 20 músicos da Orquestra do Centro de Coimbra. A diáspora entra na festa lá mais para a frente. O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, será o primeiro palco estrangeiro a acolher a ONCV.

Orquestra Nacional celebra primeiro aniversário com concerto na Praia

Formada por 35 músicos, dos quais dois terços são cabo-verdianos residentes no país e na diáspora e um terço é composto por instrumentistas estrangeiros (espanhóis, holandeses, polacos), a Orquestra Nacional é um dos mais ambiciosos projectos que o Ministério da Cultura já montou nos 40 anos de Cabo Verde independente. Fugindo ao padrão clássico europeu de orquestra, o formato da ONCV inspira-se na sonoridade da música deste país-arquipélago. Predominam por isso os cavaquinhos e os violões.

Em breve, a Orquestra Nacional de Cabo Verde vai incluir peças da música erudita europeia, mas o seu repertório continuará a ser feito sobretudo de temas do cancioneiro popular de Cabo Verde. É que a sua função é "formar, estudar e divulgar a música nacional, além de contribuir para a consolidação da identidade e união, pois é o ponto máximo de interpretação da nossa música, que tanto nos representa e nos toca", afirma Lúcia Cardoso que, além de directora artística, é também musicista, regente e cantora na ONCV.

Mas a Orquestra Nacional não conseguirá cumprir a sua missão sozinha, sublinha Lúcia Cardoso. "A ONCV possui um orçamento próprio mas não conseguiremos realizar muita coisa com o nosso orçamento. Por isso estamos à procura de mecenas, de padrinhos que possam apoiar-nos na concretização dos projectos", diz a directora artística, para quem, independentemente das limitações financeiras, "todos os países precisam de uma orquestra". E Cabo Verde, como "país de música", não pode ser excepção.

Para o segundo ano de vida que começa agora, a ONCV está a programar concertos fora da ilha de Santiago e na diáspora, enquadrados no programa de comemorações dos 40 anos da independência. E mais músicos deverão juntar-se à orquestra, anuncia Lúcia Cardoso. "Ainda faltam vários instrumentos que gostaríamos de integrar, principalmente na secção de madeiras". Porém, "uma orquestra nunca está completa. A sua composição depende das exigências do arranjo de cada tema musical", frisa.

TSF

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