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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Os ministros e as viagens exageradas 12 Setembro 2017

O Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, precisa, segundo alertam observadores atentos, de «pôr a ordem em casa», moralizando as viagens a países estrangeiros de alguns ministros do actual Governo da República. É que, no entender das mesmas fontes, deixar o ministro passar cerca de duas semanas fora do país num único mês, como acontece neste momento com o ministro da Economia e Emprego, é um exagero, além de representar custos elevados para o Tesouro Público.

Os ministros e as viagens exageradas

Este caso é já do domínio público. Leitores do fórum o Asemanaonline até já estimam que, só nestes 17 meses da governação ventoinha, poderão estar gastos mais de 400 mil contos em viagens – um aspecto que não conseguimos confirmar junto das entidades oficiais.

No pelotão da frente dos governantes que mais viajam estão o ministro da Cultura e Indústria Criativas (Abraão Vicente), o ministro da Economia e Emprego (José Gonçalves), o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa (Luís Filipe Tavares), o ministro do Desperto e da Presidência do Conselho de Ministros (Fernando Elísio Freire), entre outros.

Segundo um dos críticos que procurou o Asmemanaonline para exprimir o seu ponto de vista sobre essa matéria, o Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, «precisa de pôr a ordem em casa», moralizando as viagens a países estrangeiros de alguns ministros do actual Governo da República.

No entender da mesma fonte, quando um membro do governo passar cerca de 15 dias – metade de um mês - fora do país, é um exagero. É o que está, neste momento, a acontecer, por exemplo, com o ministro da Economia e Emprego. José Gonçalves vai estar, de 11 a 16 deste mês na assembleia geral da Organização Mundial do Turismo (ver este jornal), que acontece na China, onde tem ainda agendado contactos importantes com autoridades locais. Logo depois, o ministro vai participar na Conferência sobre a Conservação e Desenvolvimento das Ilhas, que terá lugar de 20 a 23 de setembro na província de Fujian, também na China.

Para o interlocutor deste jornal, além de contribuírem para deixar os sectores que os ministros coordenam abandonados à sua sorte por muitos dias, muitas viagens ou viagens longas dos governantes a países estrangeiros representam custos elevados para o Tesouro Público. « O governo necessita, por isso, de disciplinar e conciliar estes aspectos de custos com as vantagens que as viagens dos ministros a estrangeiros representam para Cabo Verde», aconselha a fonte que vimos citando.

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