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PAICV denuncia aumento do custo de água em Santiago Sul 24 Agosto 2017

«Incitamos o Governo de Cabo Verde e a Empresa Águas de Santiago a trabalhar, de facto, para imprimir maior justiça e inclusão no acesso à água e ao saneamento, na Praia, em Ribeira Grande e em São Domingos, e a adotar medidas que levem à redução do preço da água, tornando a Região economicamente mais competitiva». O SOS foi lançado pelos 1º Secretários de Sectores da Região de Santo Sul do PAICV, numa conferência de imprensa realizada, hoje,22, na cidade da Praia, para denunciar o aumento do custo de água na região metropolitana da Capital.

PAICV denuncia aumento do custo de água em Santiago Sul

Os dirigentes do maior partido da oposição lembram que 64,1% da população estava, em 2016, ligada à rede pública de abastecimento de água. Especificam que, nas áreas ligadas à rede pública, o abastecimento varia entre 40-60 L/dia per capita e nas áreas servidas por chafarizes/fontanários ele é de cerca de 10-20 L/dia. Dados que, segundo eles, ficam muito distantes dos 110 litros por dia per capita preconizados pela OMS – organização Mundial de Saúde. No tocante ao saneamento, em que os progressos são mais limitados, apontam que apenas cerca de 25% da população encontra-se ligada à rede de esgotos, enquanto aproximadamente 56% possui fossa séptica.

Diante do quadro descrito, o PAICV considera que a situação se agrava na maior região do país com o recente aumento do custos de água. « Por isso, os cabo-verdianos residentes em Santiago Sul, ou seja, na Praia, em São Domingos e em Ribeira Grande de Santiago, hoje se questionam sobre o aumento do preço da água, num momento em que o Serviço de Distribuição – Águas de Santiago – dá sinais claros de que não está a prestar um serviço minimamente de qualidade aos utentes».

Fundamenta o PAICV que os cidadãos contestam ainda que se tenha criado uma taxa de saneamento, correspondente a 20% do valor da facturação da água, quando a água não está a ser fornecida e não se conhece que serviço de saneamento está a ser prestado para justificar essa taxa que só tem sentido quando há uma contraprestação paga.

Conforme já foi denunciado publicamente por alguns cidadãos, os tambarinas lembram que em várias localidades de Santiago Sul, mesmo para os utentes que não tenham recebido água, haja faturação não só da água como também da taxa de saneamento.

«O PAICV entende que o Governo e a Empresa “Águas de Santiago” têm de ter a capacidade de encontrar soluções – aliás, como prometido pelo Partido que suporta o Governo – que assegurem um fornecimento regular de água e não afrontem os cidadãos de Santiago Sul, que estão a ser obrigados, injustamente, a pagar por um bem ao qual não estão a ter acesso», critica a maior força política na oposição.

Promessas e soluções

Os Responsáveis dos Sectores do PAICV na Praia, em São Domingos e em Ribeira Grande de Santiago, dizem entender que, pela importância dos Sectores da água e do saneamento no desenvolvimento desta Região, é preciso que o Governo e a Empresa Águas de Santiago massifiquem o fornecimento de água e dos serviços de saneamento, reduzindo as perdas físicas e comerciais.

Segundo advertem esses dirigentes, o MPD comprometeu-se com os cabo-verdianos, no seu Programa, a garantir “o acesso universal e equilibrado á água potável para todos”, e a prosseguir a “reforma no sector da água e do saneamento, tendo em vista a sustentabilidade e a qualidade ambientais, a saúde pública, a melhoria das condições socioeconómicas da população e o bem-estar dos cidadãos”.

«Mas, o que se tem assistido, agora que o MPD governa, é exatamente o contrário daquilo que prometeu aos cabo-verdianos e se comprometeu a fazer. Na verdade, e contrariamente àquilo que foi prometido, os cabo-verdianos têm sentido, nos últimos meses, um aumento no seu custo de vida, com os preços dos bens essenciais, como a água, a eletricidade, o combustível e o gás, a aumentarem», criticam os responsáveis que vimos citando.

Referindo-se ao fornecimento de água, os 1ºs Secretários de Sectores do PAICV da região metropolitana da Capital denunciam que a situação é mais grave, já que, ao mesmo tempo que o preço aumenta, o fornecimento do precioso líquido diminui ou é feito de forma claramente deficitária na maior Região do País, que é Santiago Sul.

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