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PAICV diz que não há interesse político para satisfazer as necessidades da população do Fogo, residentes exigem escola do EB em Chã das Caldeiras 06 Setembro 2017

A Comissão Política Regional (CPR) do PAICV no Fogo denuncia, esta terça-feira,05, em São Filipe, que “não há vontade e interesse políticas” do actual Governo para satisfazer as necessidades da população da ilha. Os residentes de Chã das Caldeiras manifestaram-se, hoje, contra a medida do Governo de mandar os alunos do ensino básico dessa zona, que fica ao sopé do vulcão activo, a estudar na escola de Achada Furna.

PAICV diz que não há interesse político para satisfazer as necessidades da população do Fogo, residentes exigem escola do EB em Chã das Caldeiras

Numa conferência de imprensa para dar a conhecer o resultado da última reunião deste órgão regional, realizada no final de semana, nos Mosteiros, onde foram analisados a vida interna do partido e o processo de renovação das estruturas regionais e locais, assim como a análise crítica da situação e dos problemas que assolam a ilha, o PAICV, através de Fábio Vieira e Renato Delgado, exige que o primeiro-ministro se posicione sobre as grandes promessas para a ilha e que dê sinais claros de soluções para os vários constrangimentos por que passa a ilha do vulcão.

“Face aos problemas que assolam a ilha e para os quais o Governo ainda não encontrou as soluções”, a CPR considera estar perante um “governo de cosmética, sem ideias e sem soluções viáveis de governação”.

“A má gestão da questão de Chã das Caldeiras evidencia que o Governo não tem sido eficiente nem eficaz na resolução dos problemas, não obstante estar mais tempo a lidar com este dossiê do que o governo anterior”, adiantaram os oposicionistas.

O PAICV apontou como exemplo “de má gestão a indefinição do local do novo assentamento, atraso na construção da adega definitiva, falta de autoridade para impedir a construção apesar de ter criado uma lei específica, atraso no pagamento de rendas”.

Perante este cenário, a CPR do PAICV classifica as políticas do actual Governo de “desacertadas e medíocres” para com a população de Chã.

Em relação ao assentamento, este partido salienta que há um grande retrocesso porque antes das eleições existia projecto e local definido, mas que quando o MpD assumiu o poder o primeiro-ministro não só anunciou que o novo assentamento não seria em Achada Furna, como indicou que o mesmo seria em Monte Amarelo (Chã das Caldeiras) e por isso a população quer que ele cumpra a sua promessa e resolva aquilo que é a “maior ansiedade da população de Chã”.

Outra situação que mereceu reparo deste órgão regional do PAICV é o sector de agricultura e pecuária. Segundo Fábio Vieira, existe uma letargia do Governo no sector e as “politicas não têm sido assertivas”.

Como exemplo, destacou “a falta de apoio concreto no combate às pragas e a inexistência de um técnico veterinário nos Mosteiros para apoiar o sector, já que a técnica que foi nomeada abandonou o serviço, por falta de condições mínimas de trabalho e salário em atraso”.

Atraso na reparação de estradas e escola para Chã

A demora na reparação do troço entre Campanas e São Jorge, que põe em perigo a vida de muitas pessoas, sobretudo nesta época de chuvas, com a possibilidade de ocorrência de deslizamento de terra, a conclusão das obras do anel rodoviário, são outras situações que, segundo a CPR do PAICV, a população aguarda com “muita expectativa”.

Entretanto, hoje a população de Chã reagiu contra a medida do Governo de mandar os alunos locais a estudar na Escola do Ensino Básico de Achada Furna, que dista mais de três quilómetros de Chã das Caldeiras. Revoltados, os pais avançam que gastam cinco contos mensais só em transporte dos filhos e dizem que deles estão a ter baixo aproveitamento escolar por causa da longa caminhada que fazem diariamente. Por isso, alguns ameaçam retirar os filhos da escola, caso o governo e a Câmara não mandem construir uma nova Escola do Ensino Básico em Chã das Caldeiras, já que a anterior foi destruída pelas chamas da última erupção vulcânica. O presidente da Câmara de Santa Catarina, que esteve no local, assumiu o compromisso de pagar o transporte dos alunos, aconselhado os residentes a esperar pela decisão do governo para a resolução final do problema, que passará pela construção de uma nova Escola do EB em Chã das Caldeiras. C/Inforpress

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