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PAICV diz-se preocupado com o surto de paludismo e “indignado com a passividade” das autoridades 07 Setembro 2017

O PAICV manifestou-se, hoje (06), preocupado com o surto do paludismo em Cabo Verde, tendo declarado que está também indignado com a “passividade” do Governo e, particularmente, da Câmara Municipal da Praia. Segundo dados apresentados durante a Conferencia de Imprensa realizada, na Capital, por Joanilda Alves, dirigente nacional daquele partido, até este momento registou-se no país um total de 167 casos de paludismo, sendo 153 autóctones que ocorreram na Cidade da Praia, e 14 importados nas ilhas do Sal, São Vicente e Santo Antão. Face à essa situação, o PAICV considera que o país está “perante uma epidemia e que é necessário agir com responsabilidade e rapidamente”.

PAICV diz-se preocupado com o surto de paludismo e “indignado com a passividade” das autoridades

De acordo com o maior partido da oposição, – que compara os últimos números de casos de paludismo anunciados com os 46 casos em 2014 -, “o Governo está a falhar nas medidas preventivas”, que todos os anos são desencadeadas no terreno, com acções concretas e que visam a eliminação das águas estagnadas e a resolução de todas as situações que possam fomentar a proliferação de mosquitos.

“O PAICV e os cabo-verdianos estão sendo confrontados, com o surgimento diário de novos casos, isto é, cerca de 8 casos por dia, tendo este surto de paludismo atingido já 167 pessoas, que são os números mais altos registados nos últimos 30 anos no País”, diz Joanilda Alves.

Para a mesma fonte, o País vê-se confrontado com a degradação dos indicadores da Saúde, mais concretamente do Paludismo, e com o agravamento da situação da Saúde Pública (com destaque para a Cidade da Praia), onde a situação do Paludismo sempre esteve controlada, mesmo em períodos de chuvas e em zonas de foco dos mosquitos.

Joanilda considera que “os dados são preocupantes e as Entidades Competentes, nomeadamente o Governo e as Câmaras Municipais, têm de assumir as suas responsabilidades com urgência máxima”.

Em relação ao surgimento do surto do paludismo, Joanilda Alves disse que o Governo “acobardou-se” perante a situação e tentou esconder os factos, “não alertou os cabo-verdianos e acabou por perder totalmente o controlo da epidemia”.

Face à situação, o PAICV faz questão de saber quais as medidas preventivas que já foram tomadas pelo Governo para estancar a propagação da doença e combater o vetor da doença.

No seu entender, “O Governo da República tem-se mantido mudo e calado, com o Ministro da Saúde completamente ausente, deixando os cabo-verdianos à sua sorte. O Governo não tem actuado com responsabilidade e não está a agir atempadamente, de forma a garantir o controlo da situação e a saúde dos cabo-verdianos.”, estranha aquela responsavel partidário.

O PAICV exorta assim o Governo e o Ministro da Saúde a “suspenderem as suas férias, a corrigirem, com responsabilidade e rapidamente, as linhas orientadoras para o sector da Saúde Pública em Cabo Verde, e a intervir imediatamente com ações concretas, pois a situação é alarmante e a Saúde é uma questão de suma importância e que merece uma atenção especial das Autoridades”.

Cabo Verde Cabo Verde tem sido referência no Mundo e em África

Segundo joanilda, Cabo Verde tem sido referência no Mundo e em África, pelo facto de ter cumprido a maioria dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).
No que concerne ao ODM 6 - que é precisamente o Combate ao HIV-SIDA, a MALÁRIA, e outras doenças - Cabo Verde passou, em 2000, de 29.3/100 mil habitantes, para 5 /100mil habitantes, em 2014, enquanto que a meta do ODM para 2015, era de 4.2/100 mil habitantes. Isto quer dizer que o País passou de 140 casos de paludismo, em 2000, para 46 casos, em 2014.

Dados considerados “um ganho extraordinário”. Segundo diz a mesma fonte, com esses ganhos, registados na Governação anterior, Cabo Verde passou a integrar o grupo de Países no processo de pré-eliminação do paludismo e com perspetivas de erradicação do paludismo até 2020.

“São ganhos de cerca de 15 anos, fruto de políticas acertadas e de uma abordagem eficaz. Esses ganhos se deveram à implementação dum Programa De Luta Contra o Paludismo, com as estruturas de saúde da rede de cuidados primários reforçados com agentes de luta anti larval”, afirma.

Para o PAICV, o Governo de Ulisses Correia e Silva está a falhar nas medidas preventivas, que todos os anos são desencadeadas no terreno, com ações concretas e que visam a eliminação das águas estagnadas e a resolução de todas as situações que possam fomentar a proliferação de mosquitos.

Considera que o surgimento desta epidemia, ainda antes das chuvas, demonstra um grande desalinhamento entre os compromissos eleitorais assumidos pelo Governo no que concerne a Saúde Pública e as ações desenvolvidas, para fazer face à real situação da população cabo-verdiana.

Segundo o PAICV, o mais grave é que, para além de este Governo não estar a fazer nada para melhorar a situação da Saúde Pública no País, está-se a confirmar, todos os dias, um agravamento da situação e a degradação de todas as conquistas que Cabo Verde conseguiu, com a redução progressiva e sustentada da doença, nos últimos anos.

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