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PAICV prepara rentrée política com actividade central na capital e um pouco por todo o país 26 Setembro 2017

O PAICV (oposição) está a preparar a sua rentrée política com actividade central na capital, no dia 21 de Outubro, revelou, hoje (24), o secretário-geral (SG) deste partido, Julião Varela.

PAICV prepara rentrée política com actividade central na capital e um pouco por todo o país

Segundo o SG do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, em declarações à Inforpress, além de actividades um pouco por todo o país para rentrée política, o acto central vai acontecer na Cidade da Praia, com a presença de dirigentes e militantes de Santiago Norte e Santiago Sul.

Julião Varela adiantou que até à realização da rentrée política estará já eleita a nova Comissão Política Regional de Santiago Sul, prevista para o dia 15 de Outubro.

“A partir daí é começarmos a implementar, efectivamente, as orientações saídas do XV Congresso (do PAICV), nomeadamente o reforço da organização interna do partido, a questão da base de dados e a formação dos militantes”, assegurou Varela, acrescentando que o seu partido vai reforçar as suas acções políticas, com vista à fiscalização das actividades do Governo central e dos municípios.

A proposta do Orçamento do Estado para 2018, de acordo Julião Varela, vai ser um dos importantes temas de debate nas sessões plenárias que se avizinham.

“Com os dois orçamentos, o Governo ainda não começou a implementar as medidas anunciadas em campanhas eleitoras e aprovadas no Programa do Governo”, indicou o SG do PAICV, para quem existe uma “grande expectativa em relação ao Orçamento para 2018”.

Julião Varela avançou que o seu partido vai estar atento para ver se o OE-2018 trará “medidas concretas” para o combate ao desemprego.

“Neste momento, estamos um pouco preocupados com a questão do ano agrícola, já que as perspectivas não são boas”, acentuou o SG do maior partido da oposição, acrescentando que o orçamento deve contemplar “políticas concretas para socorrer as populações que vivem essencialmente da agricultura e da pecuária”.

Relativamente à regionalização, que pode aquecer os debates parlamentares, disse que os deputados ainda não receberam a proposta de lei sobre a matéria.

“Estamos preparados para a discussão do assunto (regionalização) em qualquer momento em que ela decorrer”, precisou, acrescentando que o seu partido, de forma oficial, ainda não recebeu nenhuma proposta sobre a regionalização.

Disse, ainda, que alguns deputados “tambarina” tiveram o conhecimento do projecto de lei, através do grupo de trabalho a que pertencem.

“Tendo em conta a importância da mesma (regionalização) pensávamos que os procedimentos deveriam ser diferentes”, queixa-se o dirigente do PAICV, para quem a cópia do documento devia ter sido enviada directamente à presidência do partido “tambarina” pelo líder do Movimento para a Democracia ou o primeiro-ministro.

Perguntado se o seu partido já tem propostas concretas sobre a regionalização, respondeu: “Neste momento, o PAICV está em fase de análise. Tinha ideias concretas relativamente à regionalização e muito oportunamente tornará publico a sua posição”.

Para Julião Varela, ainda há muita discussão a ser feita com a sociedade sobre a questão da regionalização.

“O PAICV está sempre disponível a discutir todas as matérias que interessam a vida nacional. Esta (regionalização) é claramente um dos assuntos de interesse. O fundamental é saber, de facto, o que a sociedade pensa em relação a esta matéria”, precisou.

De acordo com Julião Varela, o seu partido está a recolher os “in puts” para saber o que a sociedade pensa sobre a regionalização.

Instado se o PAICV irá em contramão se os cabo-verdianos se manifestarem contra a regionalização, respondeu que o seu partido “não pode ir contra aquilo que a sociedade pensa”.

“Se a maioria dos cabo-verdianos acha que ainda não é o momento para a regionalização e que isto não é a solução, nenhum partido político irá em sentido contrario”, concluiu, admitindo o referendo sobre a regionalização é uma das possibilidades, uma vez que é uma das formas de audição da população. Fonte: Inforpress

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