POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

PP e situação política: Liderança questiona em que áreas foram criados postos de trabalho em 2017 e defende Regionalização depois da Reforma do Estado 09 Abril 2018

A liderança do Partido Popular (PP) de Cabo Verde realizou, neste fim-de- semana, mais uma sessão quinzenal para passar em revista as questões quentes da vida política nacional. O seu líder demonstrou-se hoje,08, dúvidas em relação aos dados do INECV que apontam para a diminuição do desemprego em 2017 e questionou em que áreas foram criados os quase três mil postos de trabalho anunciados pelo Governo de Ulisses Correia e Silva. Amando Barbosa Amado defendeu ainda a Regionalização só depois de uma ampla Reforma do Estado e pediu o andamento do CPI sobre o caso Novo Banco junto das instâncias judiciais.

PP e situação política: Liderança questiona em que áreas foram criados postos de trabalho em 2017 e defende Regionalização depois da Reforma do Estado

A Direcção Nacional do PP mostra-se preocupada com as questões que estão a inquietar os cabo-verdianos. Em declarações à imprensa no final do encontro quinzenal, o presidente do Partido Popular disse, segundo a Inforpress, que os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que indicam que o desemprego passou de 15 por cento (%) em 2016 para 12,2% em 2017, não correspondem à realidade cabo-verdiana.

Sustentando essa tese, Amândio Barbosa Vicente defendeu a proposta no sentido de se criar uma instituição para escrutinar os dados antes de serem divulgados, bem como a alteração da metodologia e do modelo do inquérito ao emprego.

“Nós temos alguma reserva em relação à metodologia utilizada porque, até certo ponto, pode levar à manipulação dos dados. Por outro lado, questionamos ao Governo em que áreas e sectores foram criados os quase três mil postos de trabalho”, questionou.

Fundos do INPS fora de empresas e reforma do Estado

Outro assunto analisado durante a reunião tem a ver com a polémica à volta da participação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) no capital social da Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank).

Neste particular, Amândio Barbosa Vicente acança que o PP entende que o INPS é uma instituição de segurança social que tem de centrar na sua função social e servir os cidadãos contribuintes e não se posicionar com uma empresa com foco no lucro.

“Nós temos problemas de acesso aos medicamentos nas farmácias, nas evacuações dos doentes para o estrangeiro, cidadãos contribuintes que, apesar de contribuir, acabam por passar vários constrangimentos. Por isso, achamos que o INPS deve centrar na função social”, afirmou à agencia cabo-verdiana de noticias, frisando que esse instituto não foi criado para ser mais uma empresa à busca de lucro.

A regionalização foi outro ponto importante da agenda da reunião dos populares. Estes defendem que antes de se avançar com a questão, deve haver sim um trabalho prévio, isto é, reformar o Estado pela via da alteração da Constituição e só depois avançar com o processo da Regionalização de Cabo Verde.

“Não podemos ver novos órgãos regionais, como o Parlamento e Governo regionais continuando com o actual Parlamento e o Governo tão gordos. Portanto, nós entendemos que é necessário recentrar a questão da regionalização e avançar primeiro com a reforma do Estado”, explicou.

CPI sobre Novo Banco e Petição sobre a Não Justiça

A reunião quinzenal da direcção do Partido Popular abordou também questões relacionadas com o inquérito parlamentar ao Novo Banco, recentemente apresentado ao presidente do Parlamento.

O presidente do partido afirmou que não há dúvidas que a falência do Novo Banco, declarada em Março de 2017, foi motivada pela má gestão e disse esperar que esse inquérito não seja mais um para ser colocado na gaveta.

“Esperamos que os responsáveis pela má gestão sejam responsabilizados e punidos”, salientou.

Durante a reunião, o PP analisou também a pertinência da petição sobre a Justiça em Cabo Verde (Mais e melhor justiça), entregada ao Parlamento e que tem como mentor principal o advogado Amadeu Oliveira.

Sobre esse assunto, Amândio Vicente adiantou que a direcção do partido vai ainda nesta semana endereçar uma carta ao Procurador-geral da República questionando em que pé se encontra a investigação das denúncias feitas pelo advogado sobre alegada “mafia” existente no sistema judicial em Cabo Verde. C/Inforpress

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