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PR quer que o Estado encontre soluções para financiamento dos órgãos privados da comunicação social 04 Maio 2017

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, defendeu, nesta quarta-feira, a necessidade de o Estado encontrar soluções para o financiamento dos órgãos privados da comunicação social a bem da pluralidade e da democracia em Cabo Verde.

PR quer que o Estado encontre soluções para financiamento dos órgãos privados da comunicação social

Jorge Carlos Fonseca falava aos jornalistas depois de presidir a cerimónia de abertura da conferência sobre “Liberdade de imprensa e censura na era digital”, promovida pela Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), para assinalar o Dia Mundial da Liberdade Imprensa, que hoje se celebra.

Segundo o Chefe de Estado, para ter uma democracia avançada, que se pretende em Cabo Verde, há que ter uma imprensa livre e que para ser livre a mesma tem de ser plural.

Por isso mesmo, adiantou que, se o país se concentrar apenas nos meios de comunicação públicos, isto poderá condicionar a pluralidade das fontes de informação.

“Costuma-se dizer que os privados devem procurar os seus próprios meios de financiamento. Isto, teoricamente, pode ser interessante, mas num país com a dimensão de Cabo Verde pode ser complicado”, disse salientando que é importante que também o Estado garanta, pelos próprios meios, a pluralidade de expressão que é nodulo da democracia.

“Não vejo que o Estado não possa encontrar meios com critérios de equidade de adequação também contribuir para a firmação do sector privado. Esse confronto é sempre importante nas democracias. O desaparecimento de órgãos de comunicação é sempre uma perda para a pluralidade da informação que se quer construir”, anotou.

Alerta sobre auto-censura

A questão do financiamento é, segundo o Presidente da República, uma das formas subtis de censura. Contudo, falou também da questão da autocensura que, de resto, é apontado no relatório dos Repórteres Sem Fronteiras, onde Cabo Verde está colocado na posição 27 do “ranking” da liberdade de imprensa.

Jorge Carlos Fonseca considera que as disfunções do mercado é um dos factores que acaba por promover a auto-censura.

“Se um profissional tem meios de exercer a sua profissão, não tem receio de perder o emprego, tem menos condições de ser condicionado pelos meios públicos. Agora, nós somos um bocado pequeno, as fontes de financiamento são reduzidas e pode acontecer que um profissional, sobretudo mais jovem, possa sentir constrangido, receber indicações e ser condicionado na sua forma de fazer informação para poder fazer a sua carreira”, disse defendendo uma “luta forte” por parte de todos.

Jorge Carlos Fonseca chamou também a atenção para o condicionamento da era digital, salientando que o excesso de informação nem sempre é sinónimo da sua qualidade.

“Liberdade de imprensa e censura na era digital” foi o tema escolhido pela AJOC para uma reflexão neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Segundo a presidente da AJOC, Carla Lima, o objectivo é chamar a atenção dos jornalistas para os perigos dos riscos que a utilização da Internet acarreta.

A conferência teve como orador o jornalista e professor português Mário Mesquita e foi moderada pela jornalista da Televisão de Cabo Verde, Margarida Fontes.

À margem da conferência foi lançado o Prémio de Jornalismo Manuel Delgado, uma parceria da AJOC e Unitel T+. O prémio divide-se em duas categorias sendo um para categoria sénior e outra para jovem jornalista.
Fonte: Inforpress

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