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Papa na Birmânia: Imprensa internacional destaca silêncio sobre Rohingyas 29 Novembro 2017

O discurso sobre direitos humanos que o Papa fez na sua visita oficial à Birmânia destaca-se por omitir a situação dos 600 mil Rohingyas perseguidos que se refugiaram no Bangladesh.

Papa na Birmânia: Imprensa internacional destaca silêncio sobre Rohingyas

A visita do Papa Francisco ao Bangladesh e à Birmânia foi anunciada em agosto e logo suscitou muitas reações. Entre elas a esperança para as minorias perseguidas no país de maioria budista.

Esta segunda-feira, 27 o Papa Francisco fez um belo discurso sobre os direitos humanos, mas evitou qualquer referência à nação rohingya, minoria muçulmana. A situação dos 600 mil Rohingyas refugiados no Bangladesh já levou a ONU a declarar que se está "face a um dos piores dramas humanitários" da atualidade.

Em agosto, do Vaticano para o mundo: o discurso que enfureceu Rangon

“Tristes notícias sobre a perseguição de uma minoria religiosa, os nossos irmãos Rohingyas. Quero aqui deixar expressa a minha máxima solidariedade. E oremos a Deus para que os salve e se levantem homens e mulheres de boa vontade para os ajudar a obterem os seus direitos. Oremos pelos nossos irmãos Rohingyas”.
As autoridades birmanesas receberam com muito desagrado estas palavras, como muito depressa a imprensa pró-governo demonstrou.

Agora, quatro meses depois, a atitude diplomática do Sumo Pontífice está a ser criticada em muitos media de repercussão internacional.

Entretanto analistas, designadamente os que comentaram o assunto na BBC Televisão, esta terça-feira 28, indicaram que o Papa terá decerto discutido com a "líder de facto da Birmânia", Aun Suu, o drama dos Rohingyas. Mas em audiência privada, quando as câmaras se retiram. Fontes: BBC. DW. Corriere dela Sera.

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