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Paralisação da segurança privada: Polémica com requisição civil decretada pelo Governo, sindicatos ponderam cancelar greve de 72 horas 17 Maio 2018

A polémica está instalada. Os sindicatos- SIACSA e SISCAP - convocaram, a partir de hoje,17, a greve de 72 horas dos trabalhadores de segurança privada, mas ponderam cancelar a mesma. Tudo por causa da requisição civil para os serviços mínimos decretada pelo Governo. Insatisfeitos com a medida, denunciam que o executivo de Ulisses Correia e Silva está a violar os direitos dos trabalhadores, condicionado o exercício do direito à greve pelo colectivo do sector de segurança privada em Cabo Verde.

Paralisação da segurança privada: Polémica com requisição civil decretada pelo Governo, sindicatos ponderam cancelar greve de 72 horas

Segundo a Inforpress, a acusação foi feita em declarações à imprensa. no início da greve que arrancou hoje às 08:00, por Gilberto Lima, do Sindicado da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura e Serviços Afins (SIACSA), e Eliseu Tavares, do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP).

Na requisição civil publicada no BO pelo Governo, pode-se ler que “é requisitado o pessoal das empresas de segurança privada (…) para assegurar a prestação dos serviços considerados indefensáveis e que se mostram necessários e adequados à satisfação de necessidades impreteríveis da comunidade, com vista a evitar prejuízos irremediáveis e/ou sacrifícios incomportáveis”.

“O Governo foi ao encontro da violação dos direitos que assistem esses trabalhadores e, sempre tendo em consideração que recebemos a informação da requisição civil agora de manhã e a greve já estava marcada, vamos fazer essa manifestação, reunir com os vigilantes e tomar uma decisão”, explicou, frisando que a greve pode ser suspensa para não prejudicar os trabalhadores, já que praticamente todos foram requisitados para os serviços mínimos.

Segundo o sindicalista, a greve pode ser suspensa a qualquer momento, garantindo que se isso acontecer, na sexta-feira, 18, os sindicatos vão enviar um novo pré-aviso de greve, já que “os vigilantes estão cansados”, lembrando que o acordo colectivo de trabalho assinado em Fevereiro e publicado no BO em Março, não está sendo cumprido.

“O Governo não ajudou, deixando sufocar esses trabalhadores e não quis que os mesmos reivindiquem os seus direitos”, acusou, sublinhando que o que o presidente da Associação Nacional das Empresas de Segurança Privada (ANESP), Francisco Nascimento, ia pedir um parecer jurídico e suscitar junto do poder judicial a ilegalidade da referida greve, que “não tem sentido nenhum”.

Por sua vez, o representante do SISCAP, Eliseu Tavares, reiterou que “a greve é legal, justa e tem toda a razão de ser”, porque foi convocada dentro do prazo normal.

O líder sindical reivindica o cumprimento do acordo assinado em Fevereiro, assegurando que os sindicatos por terem conhecimento de que as empresas pretendem não cumprir o acordo, decidiram avançar com a greve.

“Já tomamos o conhecimento de que há uma requisição civil decretada pelo Governo, os vigilantes já estão prontos para a greve que pode não ser durante os três dias, mas vamos tomar as decisões que se couberem, porque estamos cientes que a Direcção-Geral do Trabalho e o Ministério da Justiça andaram mal”, ressaltou.

Os trabalhadores e os sindicatos reuniram-se em frente à sede do SISCAP, na Várzea, para depois de uma passeata até ao Palácio do Governo, passando pelo Ministério da Justiça, decidirem se vão ou não continuar com a greve. C/Inforpress

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