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Parlamento: Sector da Educação domina período antes da ordem do dia com oposição a denunciar gastos nos Manuais e escolas em contentores 26 Outubro 2017

O período antes da ordem do dia hoje no Parlamento foi dominado hoje pelas questões relacionadas com o sector da educação, tendo o PAICV criticado que há uma “desorganização” derivada da reforma “apressada” levada a cabo pelo Governo e com escolas a funcionar em contentores. O maior partido da oposição voltou a criticar que os Manuais com erros continuam no mercado, denunciado que afinal o Estado desembolsou sim dinheiro para custear a edição dos mesmos livros que devem ir para o lixo.

Parlamento: Sector da Educação domina período antes da ordem do dia  com oposição a denunciar gastos nos Manuais e escolas em contentores

A questão foi introduzida em jeito de declaração política pelo deputado José Sanches, que falou das anomalias dos manuais escolares, salas de aulas a funcionar em contentores, de alunos sem professores há mais um mês depois do início das aulas, entre outros aspectos que marcaram pela negativa o início do ano lectivo 2017/18.

José Sanches adiantou, segundo a Inforpress, que os manuais de matemática com erros ainda se encontram no mercado, e no que se refere aos contentores marítimos que estão a ser utilizados para aulas no interior Santiago, disse que são inadequados para o efeito.

A esse propósito e em jeito de desabafo, o parlamentar disse ainda que pelos avanços que Cabo Verde tinha já conquistado, “esta situação não se justifica”.

“O que nós temos neste momento demonstra a incapacidade da projecção, da planificação do Ministério da Educação”, disse.

O deputado do PAICV afirmou que o sector se encontra na situação em que está porque o Movimento para a Democracia (MpD-poder) nunca se preocupou com o sector da educação.

MpD afirma que houve responsabilização no caso dos Manuais

A declaração política do deputado do principal partido da oposição mereceu a reação dos deputados do MpD.

Neste caso, ao usar da palavra e focando concretamente na questão dos manuais, o deputado Carlos Monteiro disse que a esse respeito “houve consequências e responsabilização”. O Governo mandou retirar os manuais do mercado e a directora nacional da Educação demitiu-se, sublinhou.

Retrocando, José Sanches disse que o PAICV não está interessado na responsabilidade política, mas sim na resolução dos problemas da educação “que está avulsa”.

E prosseguiu: “Neste momento não há manuais para os nossos filhos. Estamos praticamente em Novembro e não há manuais escolares. Este é um ministério que planifica?”, questionou.

Ainda no que se refere aos manuais, os deputados do PAICV apresentaram documentos que, conforme sublinharam, confirmam que o Governo pagou pela edição dos manuais de matemática contendo erros, para contrariar a versão do executivo de que a edição dos livros em apreço “foi uma doação”.

“Como é que se explica a ordem do pagamento de 11 de Julho de 2017 assinado pela directora nacional da Educação?”, questionou o deputado Carlos Delgado.

Em reacção, o ministro dos Assuntos Parlamentares e da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire, reafirmou que a concepção do livro foi uma doação. Contudo, explicou que o manual não é só concepção.

Perante a insistência no assunto, Fernando Elísio Freire afirmou que “o PAICV deixou de ser um partido de causas para ser um partido de coisas e de factos manipuláveis na opinião pública”. c/Inforpress

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