POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Parlamento reúne-se para debater a situação do país: Entre o estado de desânimo e decepção e a Nação num ritmo de viragem para o crescimento económico 24 Julho 2017

O parlamento inicia, nesta segunda-feira,24, a plenária deste mês com o debate sobre o estado da Nação como ponto principal da agenda. E duas posições vão estar em confrontos: a de a oposição (PAICV) que aponta para um «estado de desânimo, desalento e decepção a tomar conta do povo das ilhas» e o poder (MpD) a afirmar que a nação “está num bom caminho” e vive uma “forte viragem económica”, prevendo um crescimento económico de 5,5 % em 2018. A interpelação ao governo sobre o sistema da educação e o Projecto de novo Regimento da Assembleia Nacional são outras matérias de destaque a serem analisadas pelos Deputados durante os trabalhos.

Parlamento reúne-se para debater a situação do país: Entre o estado de desânimo e decepção e a Nação num ritmo de viragem para o crescimento económico

A sessão plenária deste mês arranca esta segunda-feira, apesar de ter sido convocada tardiamente pela Mesa. No centro das atenções vai estar o debate sobre o estado da Nação, que acontece no dia 28. O Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva vai ser chamado ao parlamento para, pela primeira vez após ter assumido a chefia do Governo depois das legislativas de 20 de Março de 2016, a falar do estado da Nação.

O povo anónimo já fez a sua avaliação: impendentemente dos que os políticos dizem, há muito desemprego e tarda chegar as medidas para que as promessas da campanha sejam cumpridas.

A pensar nisso, tudo indica que, durante esta sessão, o confronto sobre o estado da Nação vai ser sobretudo entre os partidos do arco do poder. O parlamentar e vice-presidente do PAICV, Rui Semedo, já avisou que o seu partido vai falar de um “estado de grande desânimo, de muito desalento e de uma profunda defraudação dos cabo-verdianos em relação aos governantes e as suas políticas”.

O dirigente do maior partido da oposição, que falava no termo das jornadas parlamentares, acrescentou que o país tem neste momento um executivo que está “muito rápido na falação e muito lento nas decisões, muito diligente na propaganda e implacável na condenação do outro”, para depois sentenciar que se está perante “um governo nulo de resultados”.

“Não há respostas e todos esperam com paciência as respostas que foram prometidas no domínio económico que não continua a crescer, no desemprego que está a aumentar, o salário que não é aumentado e as carreiras que não são totalmente desbloqueadas, provocando ameaças de manifestações”, disse Rui Semedo, descrevendo o estado actual da Nação cabo-verdiana.

Leitura bem diferente fez o porta-voz do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia, Paulo Veiga, durante o balanço das jornadas parlamentares do partido. Veiga aponta sinais positivos para o desenvolvimento do país, replicando que a nação “está num bom caminho”, vive uma “forte viragem económica” e com sinais claro de recuperação das famílias, empresas e investidores, prevendo um crescimento económico de 5,5 % em 2018.

O deputado ventoinha fundamentou que o actual governo herdou um país com infra-estruturas que não funcionam e com vários problemas estruturais do governo do PAICV - uma empresa de transporte aéreo sem sustentabilidade e deficitária e com o Novo Banco numa situação preocupante.

Referindo-se às medidas de politicas em curso, Paulo Veiga realçou as de criação de emprego como o “Start Up Jovens” em que já foram disponibilizados cerca de 8 milhões de euros para a sua realização, a criação de microcrédito com um milhão de euros, a pró empresa com 10 milhões de euros, a pró capital de um milhão de euros, podendo subir para 5 milhões de euros, bem como o Fundo Soberano orçamentado em 100 milhões de euros.

Interpelação sobre o ensino e reforma da AN

Entretanto, nesta sessão parlamentar que começa esta segunda-feira, vai-se também interpelar, na terça-feira, o Governo sobre o sistema de educação em Cabo Verde. Estão também previstas sessões de perguntas aos membros do Executivo de Ulisses Correia e Silva.

No quadro da reforma do parlamento cabo-verdiano, foi também introduzido na agenda, em regime de urgência, o debate e aprovação do novo Regimento da Assembleia Nacional. Da ordem do dia constam ainda várias propostas de leis e resoluções a serem aprovados durante os trabalhos pelos deputados da Nação.

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