POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Partido Popular propõe aumento salarial de 1,5 por cento 27 Novembro 2017

O Partido Popular de Cabo Verde (PP) propôs, hoje (26) um aumento salarial de 1,5 por cento (%), uma vez que as medidas para fazer face ao mau ano agrícola complementadas no Orçamento do Estado (OE) para 2018 “não abrangem os trabalhadores”.

Partido Popular propõe aumento salarial de 1,5 por cento

A proposta foi defendida pelo vice-presidente do Partido Popular, Felisberto Vaz Semedo, hoje na Cidade da Praia, no final da reunião quinzenal da direcção nacional do PP, onde estiveram sobre a mesa temas da actualidade política nacional e internacional.

O responsável, que se mostrou preocupado com a proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2018, que será debatido esta segunda-feira, 27, disse que as consequências do mau ano agrícola terão efeito não só apenas nos criadores de gado e agricultores como também no bolso de todos os cabo-verdianos uma vez que os preços dos produtos vão disparar.

“Aproveitamos esta ocasião, para apelarmos aos deputados e membros do Governo no sentido de terem bom senso e darem uma maior atenção a está questão que irá afectar muitas pessoas”, disse

Adiantou que durante o encontro tiveram também a oportunidade de analisar a questão da segurança a nível nacional, que no seu entender vai “de mal a pior”, uma vez que os turistas e cabo-verdianos continuam a ser assaltados nos diversos bairros e zonas da capital e “contribuiu” também para a queda de Cabo Verde no Índice Mo Ibrahim da Governação Africana.

No seu ponto de vista, o Governo devia apostar mais fortemente na segurança não só para o bem-estar de todos os cabo-verdianos, mas também para o desenvolvimento do turismo.

“No que diz respeito à instalação de vídeo vigilâncias no âmbito do projecto Cidade Segura, podemos constatar que estão a ser colocadas nas principais vias e avenidas da capital onde há uma maior circulação de polícias, enquanto que as zonas assombradas continuam na mesma”, reconheceu.

Caso AdS e nepotismo com Green Studio

No caso da “má gestão” dos recursos financeiros e “irregularidades” constatadas na empresa Águas de Santiago (AdS), Felisberto Vaz Semedo considerou o caso de “escandaloso”, e manifestou a sua preocupação no sentido deste caso ter efeito nas facturas dos clientes, uma vez que o prejuízo ronda os 40 mil contos.

Quanto à atribuição de um lote de terreno de 28 mil metros quadrados à empresa de audiovisuais Green Studio, que “produziu toda campanha de comunicação do MpD nas campanhas eleitorais de 2016”, o vice-presidente afirmou que se trata de um gesto de “nepotismo”, “favorecimento” e troca de favor uma vez que nunca houve concurso público.

Durante a reunião quinzenal da direcção nacional do PP, foram analisados ainda questões relacionadas com a independência, a objectividade e pluralismo na comunicação social, situação do Novo Banco e do Fundo do Ambiente. Fonte: Lusa

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