REGISTOS

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Pedro Pires obtém da CPLP garantias de apoio à inscrição em Memórias Unesco 06 Mar�o 2018

O ex-Presidente Pedro Pires pediu à CPLP para apoiar projetos que visam a preservação da memória histórica dos países africanos lusófonos, com destaque para a Fundação Amílcar Cabral (FAC), a que preside, como o próprio referiu no final de uma reunião com a secretária-executiva da CPLP, em Lisboaç na última quinta-feira, 2.

Pedro Pires obtém da CPLP garantias de apoio à inscrição em Memórias Unesco

“Discutimos coisas ligadas à memória, à História, ver o que podemos fazer conjuntamente e em que é que a CPLP poderá ser útil nesta matéria. Ver as possibilidades de colaboração e do eventual apoio da CPLP às iniciativas da fundação”, afirmou Pedro Pires ao lado da SE Maria do Carmo Silveira, em declarações à agência Lusa em Lisboa.

A atual secretária-executiva da CPLP, a são-tomense Maria do Carmo Silveira, garantiu o apoio à iniciativa. Destacou “algumas ideias que parecem extraordinariamente importantes” para a criação de uma memória em torno de algumas personalidades da CPLP, como Amílcar Cabral.
A Fundação Amílcar Cabral, recorde-se, foi instituída em 2012, por iniciativa de Pedro Pires, no seu primeiro mandato presidencial.

Memórias da Unesco, o próximo passo

Maria do Carmo Silveira garantiu o seu apoio à inscrição das Memórias de Amílcar Cabral no programa mundial de preservação que são as Memórias da Unesco: “É uma ideia extraordinária que a CPLP deve abraçar e vamos ajudar a seguir os procedimentos normais para o efeito”, afirmou. Na mesma ocasião, destacou o papel da CPLP na promoção de projetos com caraterísticas semelhantes, como o sucesso da candidatura de Mbanza Congo (Angola), que em julho de 2017 obteve o cobiçado estatuto de Património Mundial.

A SE referiu a importância da ideia de Pedro Pires, que abre muitas portas também para a criação de “memórias cruzadas” da comunidade lusófona. Um exemplo é o do Campo de Concentração do Tarrafal, Santiago, enquanto “ponto de encontro de personalidades de vários países da CPLP”, como o angolano Luandino Vieira, um dos muitos nacionalistas de Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau que aí estiveram detidos por longos anos entre 1961 e 1974.

Outra Memória a preservar, enquanto “também um ponto de encontro das histórias dos nossos países”, são as roças de São Tomé e Príncipe. Estas eram "propriedades de portugueses, geridas por portugueses, seguindo os modelos das fazendas brasileiras, para onde iam trabalhar ‘contratados’ vindos de Cabo Verde, Angola e Moçambique".

"A história dos nossos países cruza-se também aí", daí a importância da sua preservação e o apoio da CPLP que Maria do Carmo Silveira garantiu.

Fontes: Lusa, site da CPLP. Arquivo.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau