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Pesca ilegal: 26 milhões de toneladas de peixes retiradas do mar alto 28 Abril 2017

Os recursos marinhos mundiais, com destaque para 38 espécies de atum- algumas são pescadas na ZEE de Cabo Verde - estão fortemente ameaçados. É que o mercado pesqueiro global movimenta, por ano, US$ 140 bilhões de dólares em exportações. Por isso, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) alerta que 26 milhões de toneladas adicionais de peixes são retiradas do mar de forma ilegal.

Pesca ilegal: 26 milhões de toneladas de peixes retiradas do mar alto

A pesa ilegal está a transformar-se, segundos peritos do sector, num grande problema à escala planetária. Cabo Verde precisa de prestar mais atenção ao fenómeno, já que aposta na economia azul e tem acordo com a União Europeia que permite pescas na sua Zona Económica Exclusiva (ZEE). Acrescenta-se a este facto a captura ilegal de espécies proibidas – a Biosfera tem feito denúncias nesse sentido.

A situação é preocupante a nível mundial. Segundo ONU News, cerca de 170 milhões de toneladas de peixe estão disponíveis anualmente para o consumo, isto incluindo a pesca de captura e a produção em cultivo. Este levantamento é da FAO, que informa que o mercado pesqueiro movimenta por ano, em todo o mundo, US$ 140 bilhões de dólares em exportações.

Mas Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação alerta que 26 milhões de toneladas adicionais de peixes são retiradas do mar de forma ilegal em todo mundo.

Pesca a alto mar e controle

Referindo-se ao plano de controlo existente, o especialista sénior da área de comércio pesqueiro da FAO,Márcio Castro de Souza, explica que a dificuldade para controlar a pesca ilegal se concentra em um problema: os peixes capturados em alto mar não pertencem a nenhum país e acabam sendo associados à bandeira da embarcação que fez a captura.

"Nós recentemente aprovamos um acordo justamente na área de Estado de porto que tem por objetivo evitar que produtos capturados por embarcações suspeitas entrem nos mercados nacionais. Um acordo de forma mandatária para os países, que faz com que se crie um sistema de cooperação entre os países, evitando que produtos da pesca IUU (termo em inglês para pesca ilegal) entre nos mercados", disse à ONU News, citado pelo Africa 21 Digital.

Márcio Castro de Souza explica, por outro lado, que a família dos atuns, com 38 espécies, é um grande alvo da pesca ilegal. O especialista afirma que o novo documento deve criar também um sistema que permita a um número maior de países a visualização de todos os elos da cadeia produtiva da pesca.

Segundo ele, a ideia é que apenas peixes com documentação válida possam ser exportados ou comercializados. Assim, consumidores do mundo todo poderão ter a certeza da origem do peixe que compram.
O novo conjunto de normas internacionais deve ser, diz a mesma fonte, oficialmente adotado pelos países-membros da FAO durante uma conferência sobre o tema, a ser realizada em Julho próximo.

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