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Pinto Balsemão espera que exclusão de canais da SIC em Angola seja "bem resolvida" 30 Julho 2017

O presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, afirmou hoje (29), na cidade da Praia, que a exclusão de canais televisivos do grupo em Angola é um "problema" do país que espera ver "bem resolvido".

Pinto Balsemão espera que exclusão de canais da SIC em Angola seja

"É um problema angolano que gostava que fosse bem resolvido", disse Pinto Balsemão à agência Lusa na cidade da Praia, à margem da sua participação numa conversa sobre democracia e governação com o ex-primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves.

Segundo a mesma fonte, a 14 de março, a Zap interrompeu a difusão dos canais SIC Internacional e SIC Notícias nos mercados de Angola e Moçambique, o que aconteceu depois de o canal português ter divulgado reportagens críticas ao regime de Luanda.

Desde 05 de junho, também a operadora de televisão por subscrição Multichoice, através da plataforma internacional DStv, deixou de transmitir os canais SIC Notícias e SIC Internacional África em Angola.

Lembra a Lusa que a operadora portuguesa NOS detém 30% da Zap, sendo o restante capital detido pela Sociedade de Investimentos e Participações, da empresária angolana Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Os restantes canais do grupo português, SIC Mulher, SIC Radical, SIC Caras e SIC K, continuam a ser transmitidos normalmente em Angola.

Questionado sobre o assunto pela Lusa, Francisco Pinto Balsemão não se alongou muito nas respostas, dizendo apenas que o grupo Impresa é a "favor do pluralismo e de uma concorrência sã e leal".

O empresário e também antigo primeiro-ministro português afirmou ainda que este é um assunto que fará parte da campanha eleitoral em Angola.

Acrescetou o antigo chefe português Angola vive, atualmente, um clima de pré-campanha para as eleições gerais de 23 de agosto, às quais já não concorre José Eduardo dos Santos, Presidente da República desde 1979.

Em junho, a empresária Isabel dos Santos, que detém a distribuidora angolana de televisão por subscrição Zap, escreveu nas redes socais que "a SIC é muito cara" e que a exclusão dos canais daquele grupo português era uma decisão comercial.
Instado a comentar, Pinto Balsemão disse que não quer entrar no assunto, remetendo apenas para um comunicado imitido pelo grupo Impresa.

Fonte oficial da SIC disse que se "preocupa essencialmente com a liberdade de informação" e a prestação "de serviços de qualidade", pelo que não se enreda "em ’tertúlias’ nas redes sociais", conclui a Lusa.

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