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Polémcia sobre manuais: UCID “exige” retirada de manuais e demissão da directora Nacional de Educação 04 Outubro 2017

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) classificou, hoje (03), de “uma vergonha” os manuais escolares “com 266 erros” e exigiu a sua retirada do mercado, bem assim a demissão da directora Nacional de Educação.

Polémcia sobre manuais: UCID “exige” retirada de manuais e demissão da directora Nacional de Educação

Em conferência de imprensa no Mindelo, a deputada Dora Pires, eleita pelo círculo eleitoral de São Vicente nas listas da UCID, nunca pronunciou a palavra “gralha”, antes utilizou sempre a expressão “erros” nos manuais, por considerar que estes são “uma vergonha” para o sistema de ensino aprendizagem cabo-verdiano.

Mais grave ainda, sintetizou a mesma fonte citada pela Inforpress, é que a directora Nacional de Educação teria afirmado que sabia da existência dos erros e que mesmo assim, na qualidade de responsável e revisora, permitiu que os livros fossem impressos.

“Erros desses não devem ser tolerados porque coloquem em perigo o sistema de ensino”, reiterou a deputada, que encontrou três tipos de erros nos manuais do 1º e 2º anos, a saber: linguísticos, matemáticos e a antecipação da introdução de uma língua estrangeira que só entrará no currículo no 5º e 6º anos.

Dora Pires deplorou ainda o facto, segundo disse, de se fazer referência nos manuais ao crioulo na variante de Santiago, quando o correcto seria, apontou, falar-se em língua cabo-verdiana e nas restantes variantes.

A deputada colou ainda uma séria de questões, interrogando se houve concurso para a elaboração dos manuais, quais os critérios que foram definidos para a escolha da editora e se a directora Nacional de Educação pode assumir ao mesmo tempo a coordenação geral e a revisão linguística desses manuais.

Sobre a errata anunciada pelos responsáveis do Ministério da Educação que se encontra disponível na Internet, a deputada questionou a eficácia deste expediente até porque, disse, a Internet ainda não está ao alcance de todos os pais.

“Errata para alunos do 1º ano”, interrogou a mesma deputada nacional por Mindelo.

“Os pais pedem, a sociedade está a pedir e a UCID exige a retirada urgente dos manuais”, reforçou a mesma fonte, até para que os professores, concluiu, não passem mais tempo a falar de erratas do que a ensinar em sala de aula, refere a Inforpress.

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