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Polémica: MpD lamenta erros e gralhas mas garante continuidade dos manuais escolares 04 Outubro 2017

O Movimento Para a Democracia (MpD) diz que é de se “lamentar” que os novos manuais matemática do 1º e 2º ano de escolaridade contenham erros e gralhas. No entanto, o secretário-geral daquele partido, Miguel Monteiro, durante uma conferência de imprensa esta terça-feira, garante a continuidade dos manuais no mercado, pelo menos, durante o ano letivo 2017/2018. Tudo, “para não colocar em causa todo o novo plano curricular”, afirma.

Polémica: MpD lamenta erros e gralhas mas garante continuidade dos manuais escolares

O partido ventoinha reconhece que é uma situação “indesejável” face a qual o Governo já assumiu todos os erros e que irá corrigi-los. Miguel Monteiro, aproveitou a ocasião para afirmar que “esses erros e gralhas não são novidades, uma vez que os manuais escolares existentes na anterior legislatura incluíam vários erros e sugestões, mas que em nenhum momento ouviu-se falar em substituição no mercado e nem tão pouco o Governo assumiu os erros”.

Na opinião de Miguel Monteiro, “o facto de os manuais conterem erros e gralhas corrigíveis, não retira o mérito da iniciativa de dotar as crianças com manuais que introduzem novos métodos de ensino e aprendizagem da disciplina onde”.

Em relação a retirada do mercado destes manuais conforme a exigência, dos pais encarregados da educação, também da própria sociedade civil, o MpD considera que esta hipótese “significa voltar ao sistema de ensino anterior, perder pelo menos um ano no processo de reforma, mas também manter o quadro de dificuldades de aprendizagem de matemática por parte dos alunos sobretudo aqueles com necessidades especiais”.

O Secretário-geral do partido no poder admitiu que houve “erros básicos”, mas “para não colocar em causa um novo plano curricular estes manuais vão continuar”.

Ministra confirma continuidade dos manuais

A ministra da Educação, Maritza Rosabal garante a continuidade dos manuais de matemática do ensino básico. Rosabal reconhece as falhas, mas garante que os erros serão corrigidos, pontualmente, recorrendo-se a vários métodos.

Em declarções à imprensa, a Ministra da Educação disse que é possível recorrer-se às soluções tecnológicas, aos kits com autocolantes ou até às erratas, para se fazer a correcção dos erros identificados.

Segundo a mesma, “Temos uma série de soluções para resolver esses problemas, mas queria chamar a atenção para a forma diferente de agirmos, porque assumimos os erros dos manuais anteriores, institucionalmente e sem utilizá-los como arremesso político e sem que ninguém notasse, ao contrário do que está acontecendo agora”.

A Ministra sublinhou ainda que “o número de erros nesses manuais é menos do que os encontrados nos anteriores”, avisando que não vai admitar a a actual Dirtora Nacional da Educação.

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