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Polémica sobre campeonato de Futebol: Presidente do Mindelense afirma estar desapontado com a “falta de cultura desportiva” por parte da Ultramarina 16 Agosto 2017

A polémica sobre o campeonato nacional de Futebol está, a julgar pelas acusações mútuas entre dirigentes de clubes e da Federação Cabo-verdiana de Futebol, longe de chegar ao seu fim. O Mindelense, em comunicado, mostrou-se “chocado” com a postura da equipa da Ultramarina que, no último domingo, aproveitou a ausência da equipa de São Vicente, em São Nicolau, para marcar “all cover”, revelando “falta de cultura desportiva», segundo denuncia a formação encarnada da ilha do Porto Grande.

Polémica sobre campeonato de Futebol: Presidente do Mindelense afirma estar desapontado com a “falta de cultura desportiva” por parte da Ultramarina

Conforme a Inforpress, o presidente dos tetracampeões de Cabo Verde, em título, Daniel de Jesus, considerou que a formação de São Nicolau, com aquela atitude, “apenas visou tirar partido” do “imbróglio” à volta da competição, lembrando que a Ultramarina fez um “jogo de suspense” até ao último instante.

“A cultura desportiva não se cria de um dia para outro, pois ela é fruto de uma vivência temporal”, lançou a mesma fonte na nota que vimos citando, pontuando que quando “esta novela” começou “a outra parte”, lê-se Ultramarina, que “sempre teve culpas no cartório”, encontrou o suporte de pessoas com “responsabilidades outras”.

“Estas interferiram claramente no inquinar da verdade e, infelizmente, o Mindelense até agora teve apenas o suporte e o apoio expresso do cidadão anónimo”, acrescentou a mesma fonte.

Daniel de Jesus aponta que existe uma “clara intenção” de levar adiante o campeonato de Cabo Verde, em futebol, “custe o que custar”, quando, sublinhou, “faltam condições óbvias” para tal.

Referindo á direcção da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), o Mindelense considera que o presidente desta instituição, ao pretender tal, revela uma “vã tentativa” de arranjar uma “tábua de salvação, camuflando as coisas” e, assim, “continuar agarrado a um cargo que deve ser apetecível”.

“De outro modo não se entende a falta de dignidade, de carácter e de personalidade, pelo que resta pedir às associações regionais para não se deixarem embarcar na súplica do náufrago na próxima assembleia-geral da federação”, acusa o timoneiro do Clube Sportivo Mindelense.

No próximo sábado, nove das 11 associações do país reúnem-se em assembleia-geral, na Cidade da Praia, para analisarem a situação actual do futebol em Cabo Verde.

Impugnação do campeonato de futebol

O presidente do Mindelense garantiu, por outro lado, que o seu clube já entregou o caso a uma equipa de advogados com indicações para intentar uma acção de impugnação do campeonato de Cabo Verde da época 2016-2017, concluída a 31 de Julho.

“Vamos continuar a lutar porque somos um leão vencedor e esperamos que a tão propalada verdade desportiva e o slogan ‘jogo limpo”, que redundaram nesta cabala com nítido prejuízo para o Mindelense, sirva de alguma coisa, salvando-nos de uma hecatombe”, concluiu Daniel de Jesus.

Em comunicado datado de 09 de Agosto, a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) marcou para domingo passado, no Estádio Orlando Rodrigues, no Tarrafal de São Nicolau, a repetição do jogo das meias-finais do campeonato nacional entre Ultramarina e Mindelense, mas esta segunda equipa não compareceu.

O jogo da primeira mão, que deveria realizar-se no mês de Junho, não foi efectivado, após dois adiamentos e uma peripécia que envolveu o “desaparecimento” das chaves para abrir os portões do Estádio Orlando Rodrigues.
Com processos, recursos e decisões pelo meio, a FCF, mesmo sem se realizar o jogo da primeira mão em São Nicolau, marcou o da segunda mão em São Vicente, em que a Ultramarina venceu o Mindelense por 2-0.

Na semana passada, a federação anulou o jogo realizado e mandou repetir os dois jogos das meias-finais, prorrogando assim a época desportiva, que deveria terminar no dia 31 de Julho.

Chegados a este ponto, a Ultramarina já veio dizer, através do seu presidente Simoni Soares, que “não abre mão” da vitória do jogo da 2ª mão, ou seja disponibiliza-se para jogar apenas um jogo, ao passo que o Mindelense, que se considera o “maior prejudicado” neste caso, cumpriu o prometido e não compareceu ao jogo de São Nicolau.

Entretanto, gerada a polémica, agora são as associações regionais que solicitam uma assembleia-geral extraordinária, já marcada para sábado, 19, para analisar a situação da modalidade no país e pedir a demissão do presidente da FCF, Vítor Osório.

O documento foi rubricado por responsáveis de nove das 11 associações do país – as excepções são a Região Desportiva Norte de Santo Antão e a Região Desportiva do Sal. C/Inforpress

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