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Polémica sobre dois mortos registados nas Urgências de S.Vicente: Direcção do Hospital afirma tratar-se de doentes graves cujo desfecho era esperado 07 Junho 2017

O público mindelense continua a reagir de forma crítica em relação ao caso de dois mortos registados, na segunda-feira,05, nas Urgências do Hospital Baptista de Sousa (HBS). Além de pedirem abertura de inquérito para se apurar as responsabilidades, alguns utentes denunciam que indícios fortes de negligência com o habitual mau atendimento de doentes no local poderão estar na origem de tal situação. Mas a direcção do hospital refuta tais acusações, esclarecendo que a morte dos dois idosos era esperada porque tratava-se de casos de doenças graves.

Polémica sobre dois mortos registados nas Urgências de S.Vicente: Direcção do Hospital afirma tratar-se de doentes graves cujo desfecho era esperado

Continua a dar que falar a morte de dois velhos nas urgências do Hospital central Baptista de Sousa em S.Vicente. O caso veio a trazer à tona o serviço de atendimento nas urgências – pessoas reclamam todos os dias que são lentamente atendidas, mesmo estando com crianças e doentes em estado grave.

Alertam às autoridades que existem indícios fortes de que negligência com o habitual mau atendimento por parte das equipas – médica e de enfermagem – de serviço poderá estar na origem da morte dos dois referidos cidadãos. Por isso, pedem a abertura de inquérito para se apurar as devidas responsabilidades.

Mas a Direcção do HBS refuta tais acusações. Conforme a Inforpess, a Presidente do Conselho da Administração considerou, hoje (06), que a morte de dois idosos – um homem e uma mulher - na segunda-feira, no Banco de Urgências do Hospital Baptista de Sousa, já era esperada porque tratava-se de casos graves de doença.

Ana Brito esclareceu que o homem e a mulher tinham sido internados dois dias antes da sua morte e que o falecimento não se registou em fila de espera.

A notícia das duas mortes, recorde-se, foi veiculada na segunda-feira pela Televisão de Cabo Verde, que se deslocou ao local na sequência da desordem que utentes na fila de espera protagonizaram.

Entretanto, Ana Brito justificou que as segundas-feiras são dias atípicos, com o Banco de Urgências a registar maior número de utentes, inclusive à procura de justificativos para faltas ao trabalho ou a aulas.

Segundo a Inforpress, a responsável do hospital indicou que quem reclamou na segunda-feira foram pessoas com pulseira verde, portanto sem prioridade no atendimento, porquanto não se tratava de problemas de saúde graves.

Ana Brito esclareceu que a missão principal do Banco de Urgências é atender doentes graves, lembrando que, além da Delegacia de Saúde, existem cinco centros de saúde espalhados pela cidade, designadamente nas zonas de Chã de Alecrim, Fonte Inês, Ribeira de Craquinha, Monte Sossego e Ribeirinha, onde 18 médicos trabalham nos dias úteis da semana até às 18 horas.

Desde que em 2014 o Sistema Nacional de Saúde adoptou, lembra ainda a Inforppress, a Triagem de Manchester, sistema que consiste numa avaliação de quantos procuram as urgências dos hospitais centrais e atribuir a cada um uma pulseira - cuja cor, vermelha, laranja, amarela, verde ou azul-, determina a prioridade no atendimento médico. C/Inforpress

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