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Polémica sobre o encerramento dos centros de saúde de S.Vicente: Governo recua na sua decisão com o posicionamento dos deputados do MpD na ilha 08 Abril 2017

O governo recua na sua decisão de encerrar os centros de saúde de Fonte Inês, Bela Vista e Ribeira de Craquinha em S.Vicente. É que os deputados do MpD, na voz de João Gomes, anunciaram, esta sexta-feira,06, que nenhuma dessas estruturas de saúde vai ser encerrada até 2020.

Polémica sobre o encerramento dos centros de saúde de S.Vicente: Governo recua na sua decisão com o posicionamento dos deputados do MpD na ilha

“Até 2020 nenhum centro de saúde de S.Vicente será encerrado. Essa é a informação que eu tenho», declarou Gomes à imprensa, depois de ter concluído, na companhia da sua colega Celeste Fonseca, uma visita ao Centro de Saúde da Ribeira de Craquinha. Isto na sequência dos protestos – jovens e deputados do PAICV - surgidos com as declarações Directora Nacional de Saúde - feitas no final do encontro para socializar e validar o estudo sobre a rede sanitária dos cuidados primários de saúde em S.Vicente – de que este e os centros de saúde de Fonte Inês e da Bela Vista (Posto PMI-PF ) iriam ser encerrados.

O deputado fundamentou que “a decisão de criar ou de encerrar um centro de saúde é política e o político para decidir precisa de elementos, estudos e dados técnicos que hão de permitir tomar a sua decisão”. João Gomes acrescentou que, segundo informações que dispõe, “não há nenhuma decisão política de encerrar os centros de saúde em São Vicente».

Esta «volte-face» do partido no governo surge na sequência dos protestos dos deputados do PAICV, que através do parlamentar Manuel Inocêncio Sousa, declaram, em conferência de imprensa, que são contra ao encerramento dos referidos centros e defenderam ser uma necessidade urgente dotar o Hospital Baptista de Sousa de uma unidade de Diálise e dos serviços da Mamografia – estes estão suspensos há mais de um ano. Por isso, pediram ao Governo da República que clarifique a sua posição política em relação ao funcionamento das estruturas de saúde na ilha, o que ainda não aconteceu.

Entretanto, consta que, segundo admitiu João Gomes, o ministro da Saúde e Segurança Social, Arlindo do Rosário, ficou de regressar, esta sexta-feira, ao país, depois de ter concluído uma visita de trabalho ao estrangeiro. Vamos esperar pela posição oficial do governo de Ulisses Correia e Silva.

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