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Polémica sobre permuta entre Academia Carlos Alhinho e ex-campo de basquetebol de Fonseca Santos: Líder regional do PAICV ameaça com processo judicial 09 Maio 2017

O PAICV manifesta-se contra à proposta da Câmara Municipal de S.Vicente para a permuta da Academia Carlos Alhinho (5.800 m2) com o velho campo de Basquetebol (2.600m2) contiguo à sede da OMCV - pertencente ao empresário Fonseca Santos-, que depois vai ser dispensado ao Estado para a expansão do Hospital Baptista de Sousa. O líder Alcides Graça defende que o executivo de Augusto Neves podia optar por uma modalidade de negócio que não prejudica os interesses da autarquia e avisa que o seu partido não descarta a possibilidade de avançar com um processo judicial para travar o negócio e preservar o património municipal em causa.

Polémica sobre permuta entre Academia Carlos Alhinho e ex-campo de basquetebol de Fonseca Santos: Líder regional do PAICV ameaça com processo judicial

Em entrevista ao Asemanaonline, Graça alerta que esta proposta do executivo de Augusto César Neves - que vai ser levada à sessão da Assembleia Municipal que acontece esta terça-feira, 09 - é lesiva aos interesses do Município de S.Vicente. « O município fica claramente prejudicado com esse negócio. A Câmara Municipal abdica da Academia Carlos Alhinho, que tem uma área duas vezes maior do que o antigo campo de basquetebol. É uma infra-estrutura vocacionada para o desporto, que fica no centro da cidade do Mindelo e enquadrada numa possível cidade desportiva. Mas a Câmara vai dispensar esse imóvel a um privado, que certamente o vai rentabilizar de que maneira».

O líder regional do PAICV defende que a Câmara não deve desfazer de um patrocínio desse sem receber nada em contrapartida. Por isso, sugere uma outra modalidade de negócio que seja mais vantajoso para o Município. « A Câmara podia, por exemplo, avançar com a expropriação do antigo campo de basquete e indemnizar o seu dono – empresário Fonseca Santos. Depois fazia permuta entre esse espaço e um outro que o Estado podia colocar à disposição do Município», sugere, fazendo questão de realçar que ninguém está contra à aquisição do lote de terreno em causa para a expansão do Hospital Baptista de Sousa.

Atendendo a proposta e os factos referidos, o político informa que não descarta a possibilidade de o seu partido avançar depois com uma acção judicial para travar tal negócio. « O PAICV-S. Vicente não descarta a possibilidade de avançar com uma acção judicial para travar esse negócio e preservar assim a Academia Carlos Alhinho, que é um importante património do Município», avisa o líder do maior partido da oposição na ilha do Monte Cara, pedindo a população para estar atenta a esse negócio.

De salientar que o empresário Fonseca Santos já tinha também feito, na década de 90, a troca do seu imóvel (onde actualmente funciona o Cartório e Repartição das Finanças) com a parte do bloco habitacional do estado (rés do chão), na rua Unidade Africana, onde funcionava a Repartição das Finanças. Esse dossier foi, na altura, muito contestado pelos munícipes e não só por ter sido menos vantajoso para o Estado de Cabo Verde.

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