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Polícia resolveu o mistério da última ceia dos amigos que comoveu a França 13 Agosto 2017

Os vizinhos conheciam a amizade que os unia, o mais velho e o mais novo. Eram como pai e filho e, nessa quarta-feira à noite do início de agosto, encontraram-se mais uma vez na casa do sexagenário. A mesa posta no jardim, para a inesperada última ceia: na manhã seguinte foram encontrados mortos. A notícia difundida nos média comoveu a França. Uma semana depois, o mistério está resolvido, mas o desfecho é impactante.

Polícia resolveu o mistério da última ceia dos amigos que comoveu a França

A vizinha do anfitrião, Pépère de 69 anos, viu a mesa de jantar pronta, com vários pratos de carnes vermelhas, uma rica tábua de queijos e garrafas de vinho. Tudo bem alinhado sobre a toalha de xadrez branco e vermelho.

A música tocou a noite toda. Por isso, de manhã ao abrir a janela, a vizinha não estranhou avistar os dois “a dormir”, no mesmo local onde os deixara na véspera a preparar-se para ‘atacar’ o opíparo jantar.

Deixou-os “dormir”. Mas horas depois, com o sol forte de agosto a cair sobre os dois homens imóveis, o convidado deitado no chão e o mais velho sentado à mesa, ela decidiu ir despertá-los “para não apanharem uma insolação”.

Entrou no jardim do vizinho e gritou. Ninguém se mexeu. Aproximou-se: Pépère não respirava. Olivier, na casa dos trinta, também não respirava, contou ela ainda sob o choque ao jornal Sudouest.

A polícia chega e constata que a mesa está praticamente intacta, não há qualquer traço de violência ou envenenamento, nem de homicídio ou suicídio. Os corpos vão para a morgue, os restos do jantar para o Pasteur.

Durante uma semana, a França ficou suspensa da pergunta: O que é que aconteceu naquela noite serena de 3 de agosto no jardim da casa, na tranquila vila do sudoeste, a pouco mais de duzentos quilómetros de Paris?

A polícia instada pela comunicação social especula: podia ser um caso de botulismo virulento, ou seja, envenenamento através da comida enlatada. Mas certezas só depois de se saber os resultados do Instituto Pasteur de Paris.

Esta sexta-feira, ao cabo de uma semana de especulações de todo o tipo, a polícia e as autoridades municipais divulgaram, em conferência de imprensa, o resultado dos exames forenses. Não menos forte que o mistério da dupla morte, foi o impacto da revelação das causas.

Alcoolemia, carne rija e cardiomegalia: factores somados mataram os dois

Pépère, que tinha a dentadura em mau estado, engasgou-se com um naco de carne de 44 gramas. A autópsia revelou ainda que o nível de álcool no sangue era de 2,45 gramas por litro, ou seja, o ancião estava com um elevado grau de embriaguez no momento da dentada fatal.

Olivier tinha 38 anos, mas sofria de cardiomegalia, a “doença do coração grande” que deixa o afetado com um coração frágil. Tudo aponta pois que ao ver o amigo a morrer, sem que lhe pudesse valer, sofreu um ataque cardíaco que lhe foi fatal.

Fontes: RFI. Sudouest- Foto: Cenário tranquilo, morte macabra.

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