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Ponta do Sol: Cheias expõem “perigo iminente” que espreita moradores de Quilombo 24 Setembro 2016

As cheias provocadas pelas chuvas intensas dos dias 20 e 21 de Setembro levaram o “caos” à grande maioria das casas da zona de Quilombo na Cidade da Ponta do Sol, Ribeira Grande, Santo Antão. Algumas casas ficaram rachadas. Três famílias tiveram de pedir socorro aos vizinhos, enquanto um homem de 80 anos viveu momentos de aflição quando viu a água subir 22 centímetros no seu quarto. Um outro foi levado ao Hospital Regional João Morais por volta das 2H00 de manhã de terça-feira devido à queda do teto da sua casa.

Ponta do Sol:  Cheias expõem “perigo iminente” que espreita moradores de Quilombo

“Esta foi a demonstração mais forte que já vimos na época das chuvas, de que estamos perante um perigo iminente de deslizamento de terra. Tal situação poderá provocar um ‘desastre’ na localidade, caso quem de direito não tomar medidas necessárias, antes que seja tarde”, disse ao asemanaonline um morador, depois de ter visto a sua casa na iminência de ser arrastada pelas cheias que desciam da montanha que sustenta o Planalto de Manuel D’Joelho .

É que as chuvas intensas causaram estragos um pouco por toda a cidade da Ponta do Sol, com maior incidência nas zonas de Quilombo e Chã. De entre outros registos, houve três famílias que pediram socorro de emergência junto dos vizinhos, algumas casas que ficaram rachadas e com mobílias danificadas, um octogenário que passou momentos de pânico ao ver a água subir mais de 22 centímetros de água no seu quarto e um outro idoso que foi levado com ferimentos ao Hospital Regional João Morais, devido à queda do teto da sua casa.

Entretanto, segundo apurou este diário digital junto do Comandante de Bombeiros do Concelho da Ribeira Grande, Manuel dos Anjos Lima, sediados na Ponta do Sol, durante os dois dias de chuvas intensas, ele e a sua equipa estiveram de plantão, mas não receberam nenhuma chamada de emergência. “Eu e um funcionário da CMRG tomámos conhecimento da situação em Quilombo, quando nos deslocámos para lá na madrugada do dia 21. O que me preocupa, é que não telefonaram para os Bombeiros a pedir socorro”, esclarece.

Um morador de Quilombo, que pediu anonimato "para não complicar mais as coisas", disse já ter afirmado publicamente mais de uma vez, que a ausência de um Plano Urbanístico Detalhado (PDU), assente num projecto de correcção torrencial realista, devido ao declive elevado daquela localidade, é a principal causa do problema. “As construções foram autorizadas sem que se tivesse um projecto de plano urbanístico. Entretanto, já se passaram mais de dez anos e até agora, só foram promessas”, alega o morador.

Nesta época das chuvas, os problemas que afectam os moradores só vão continuar a aumentar. "É impossível transitar por aqui quando chove, porque é enorme a quantidade de água e lama que passa nesta zona, a ponto de invadir as nossas casas. O Comandante dos Bombeiros e um funcionário da CMRG passaram por aqui na quarta-feira, 21, e constataram nosso sofrimento. Mas já estamos desgastados, com as idas e vindas da Câmara, para tentar solucionar este problema que ela própria criou”, desabafa outro morador.

O asemanaonline tentou entrar em contacto com o presidente interino da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Francisco Dias, para ouvir a edilidade sobre essa matéria. Mas, devido às avarias nos meios de comunicação e corte da energia eléctrica nos últimos dias em boa parte do concelho devido às chuvas, ainda não chegámos à fala. Por isso, comprometemo-nos a transmitir essa opinião assim que for possível.

MN

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