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Porto Novo: Líderes comunitários pedem “intervenção urgente” no município que enfrenta a pior seca dos últimos dez anos 16 Outubro 2017

Líderes de diferentes comunidades do interior do Porto Novo alertaram, hoje(16), para a “necessidade urgente” dos poderes públicos acudirem as populações rurais neste município santantonense, que enfrentam a pior seca dos últimos dez anos.

Porto Novo: Líderes comunitários pedem “intervenção urgente” no município que enfrenta a pior seca dos últimos dez anos

A situação de seca, que fustiga Porto Novo, parece mais “preocupante” na zona Norte, onde, além do desemprego generalizado das famílias, a água para a população e para o gado começa a faltar, segundo os dirigentes comunitários.

Fidel Neves disse à Inforpress que o Planalto Norte do Porto Novo depara-se com uma “situação social muito difícil”, pelo que urge a intervenção da câmara e do Governo, sobretudo na criação de postos de trabalho para socorrer as famílias que, este ano, perderam tudo.

A água começa a escassear-se nessa localidade, segundo este representante da população, que enalteceu, porém, o facto de os serviços municipais e o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) estarem a socorrer as comunidades com água auto-transportada, medida que tem minimizado os problemas.

“Se as autoridades não acudirem já as populações a situação pode piorar dentro de pouco tempo”, avisou este dirigente comunitário, para quem “já é altura de a câmara e o Governo abrirem algumas frentes de trabalho no Planalto Norte.

Luciano Santos, também residente na zona Norte do Porto Novo, chama atenção das autoridades para a “situação social extremamente difícil” por que passa a população desta região, onde as famílias, que perderam tudo na faina agrícola, “estão aflitas”, avançou.

Luciano Neves, criador de gado, regozijou-se, entretanto, com o facto de o MAA estar a socorrer os camponeses com água auto-transportada, medida que acabou, segundo ele, por “aliviar um pouco” as dificuldades decorrentes da seca que assola a zona Norte do Porto Novo.

No Planalto Leste, a população local está também a enfrentar dias difíceis na sequência do mau agrícola, com os criadores de gado a pedirem “rapidez” por parte do MAA na implementação do plano de salvamento do gado.

Na Ribeira das Patas, a situação das populações das zonas altas, designadamente Lagoa e Catano, exige a atenção por parte do Governo, segundo o líder comunitário, Arlindo Delgado, que lamentou o facto de as famílias terem perdido “tudo” este ano, no que diz respeito à agricultura de sequeiro.

“Seria bom que o Governo mandasse abrir já algumas frentes de trabalho na Ribeira das Patas para socorrer as famílias que estão em maior aflição”, avançou Arlindo Delgado.

Na zona Sul do Porto Novo, os criadores de gado, além da escassez de pasto, enfrentam ainda o problema de água.

O edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, diz-se “solidário” com as populações, sobretudo com os agricultores e criadores de gado afectados por mais um ano de seca, neste concelho, a pior dos últimos tempos.

Segundo o autarca, a câmara do Porto Novo está do lado das populações afectadas pelo mau ano agrícola, cujos efeitos já estão a gerar “uma grande preocupação” neste concelho, onde é já considerada nula a produção de sequeiro.

Aníbal Fonseca congratula-se, entretanto, com a decisão do Governo de avançar com o plano de emergência de salvamento de gado e de mitigação da seca, num montante de cerca de 900 mil contos.

O MAA está a proceder, neste momento, ao arrolamento dos criadores de gado no concelho do Porto Novo, para avaliar as necessidades em termos de apoio com ração.

Estima-se, todavia, que existem neste concelho cerca de 250 criadores que dispõem um efectivo que ultrapassa os sete mil cabeças de gado. Fonte: Inforpress

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