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Porto Novo: Trabalho da ADPM é distinguido pelas Nações Unidas 05 Novembro 2015

O Centro de Apoio ao Desenvolvimento Rural Sustentável, instalado pela Associação para a Defesa do Património de Mértola (ADPM) de Portugal, no ano 2011, na vila de Ribeira das Patas, interior do concelho do Porto Novo, foi distinguido pelas Nações Unidas com o prémio “Dryland Champions” (Campeões das Zonas Áridas), pelo trabalho que está a prestar no combate à desertificação naquele concelho santantonense. As intervenções da associação na agricultura na localidade de Casa de Meio, também merecem aplausos do Governo português.

Porto Novo: Trabalho da ADPM é distinguido pelas Nações Unidas

“Dryland Champions”, Campeões das Zonas Áridas é um programa do Secretariado Executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (CNUCD) pensado para distinguir as actividades de pessoas e/ou organizações e empresas envolvidos activamente na promoção de intervenções de gestão sustentável para o combate à desertificação, à degradação dos solos e à seca aos diferentes níveis – local, nacional e global.

O presidente da direcção da ADPM, Jorge Revez, assevera que o prémio é fruto dos impactos tanto materiais como de sustentabilidade do trabalho que a associação está a desenvolver no nosso país. “Esse projecto foi premiado e elogiado pelas Nações Unidas que o considerou inovador e um exemplo no combate às alterações climáticas”, pontua Jorge Revez, adiantando que também pesou o facto de ser simultaneamente um projecto que tem uma visão “futurista” de sustentabilidade e benéfico para a vida das pessoas e para as comunidades locais.

Outro projecto desenvolvido pela associação que também mereceu aplausos do Governo português pelo impacto que teve no combate à desertificação e às alterações climáticas é o equipamento do furo da localidade de Casa de Meio.

Segundo Jorge Revez, essa experiencia bem-sucedida da ADPM abriu caminho e incentivou outras comunidades a apostar nas energias alternativas para a produção agrícola

Aliás, assegura Jorge Revez, “é o próprio presidente da Associação Comunitária da localidade a afirmar que as parcelas de terreno foram aumentadas e aumentou também o rendimento dos produtores em cerca de 80 por cento. Anteriormente com menos terreno para a rega, 60 por cento do rendimento desses produtores destinavam-se ao pagamento das facturas de energia eléctrica.

Neste momento, pontua o nosso interlocutor, mais 27 parcelas de terreno vão ser distribuidas aos filhos dos agricultores que já tinham deixado a comunidade em busca de emprego em outras ilhas. “São esses resultados que nos animam e estimulam os nossos colaboradores e financiadores, ao constatarem na prática os impactos e os efeitos reais dos projectos na melhoria de vida das comunidades”, enfatiza.

As intervenções da ADPM no Porto Novo começaram em 2009 com a instalação de dois centros de recurso na cidade. De seguida priorizou o meio rural onde instalou centros similares equipados com computadores com acesso à internet, sala de estudo e de lazer, entre outros, em Ribeira das Patas, Martiene, Jorge Luís, Tarrafal de Monte Trigo, Ribeira dos Bodes, Ribeira Fria e mais recentemente em Chã de Norte.

Na forja está agora um projecto mais “ambicioso” que consiste em levar água canalizada ao Planalto Norte, uma das localidades mais fustigadas pela seca no concelho. Jorge Revez revela que está consciente que esse projecto orçado em 56 mil contos é “vultuoso” mas acredita na capacidade da sua associação na mobilização dos parceiros. “A implemantação desse projecto no Planalto Norte pode potenciar muito Porto Novo e a ilha de Santo Antão no geral”, conclui.

PN

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