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Porto Novo: Várias comunidades continuam a consumir água de má qualidade no município 31 Agosto 2017

Monte Trigo, Lajedos, Covoada e Chã de Branquinho/Clementim são algumas das comunidades que continuam a consumir a água de má qualidade, no interior do município do Porto Novo de Santo Antão, apesar das insistentes preocupações das respectivas populações sobre esta matéria.

Porto Novo: Várias comunidades continuam a consumir água de má qualidade no município

Em Monte Trigo, o povoado em situação mais crítica, as analises já efectuadas à àgua consumida pela população local, oriunda da nascente em Ribeira de Cima, provam que a mesma possui níveis de flúor acima de normal, causando problemas de saúde às pessoas, designadamente a nível dos ossos e dentes.

A edilidade portonovense admite que água consumida em Monte Trigo, “de facto, não tem as qualidades desejadas” e promete, em parceria com o Governo, encontrar uma solução a esse “grande desafio” que se coloca à essa comunidade, onde residem 75 famílias.

O Governo diz-se, também, preocupado com o problema de qualidade de água consumida em Monte Trigo, o qual se coloca com “alguma acuidade” , prometendo, em parceria com a Câmara Municipal do Porto Novo, resolver essa situação que deverá passar pela dessalinização da água do mar.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, durante uma recente visita a Monte Trigo, mostrou-se “sensibilizado” com a situação do abastecimento de água nessa zona piscatória, encravada no interior do Porto Novo, e prometeu que o seu executivo iria trabalhar com a autarquia portonovense na resolução desse problema.

Em Lajedos, a qualidade de água consumida pela população local melhorou com a instalação, nessa localidade, de uma unidade de tratamento de água, no âmbito do projecto sobre mudanças climáticas, mas a população continua insatisfeita.

A Inforpress constatou no local que, não obstante melhorias registadas, a qualidade dessa água, proveniente de uma nascente, considerada “muito calcária”, continua sem a qualidade desejada para aflição da população local, que tem estado a chamar atenção dos serviços municipais para essa situação.

A própria associação comunitária de Lajedos já, por algumas vezes, alertou para a necessidade de se melhorar a qualidade dá água consumida nessa zona.

Análises físico-químicas feitas à água em Lajedos confirmaram, efectivamente, “uma concentração de sais acima dos padrões estabelecidos” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sem, porém, representar riscos para a saúde pública.

Com a montagem da unidade de tratamento, houve melhorias em termos de qualidade dessa água, mas o facto é que persiste a preocupação da comunidade de Lajedos em relação à qualidade da água que tem vindo a consumir.

Em Covoada de Vassoura e Chã Branquinho/Clementim, o problema prende-se com o facto de água que chega aos fontanários, proveniente de uma nascente no interior do vale de Alto Mira, percorrer grande distancia numa levada, a céu aberto, transportando consigo imundices de varias espécies.

Conforme os populares, a água chega aos chafarizes já sem qualidade para ser consumida, devido às sujidades que encontra pelo caminho, uma situação que, segundo a associação comunitária de Chã de Banquinho/Clementim e Covoada de Vassoura, é do conhecimento da Câmara Municipal do Porto Novo.

Para complicar ainda esse estado de coisas, os moradores no interior de Alto Mira, mais exactamente em Dominguinhas, têm vindo a despejar o lixo nas proximidades da nascente que abastece Chã Banquinho/Clementim e Covoada de Vassoura.

A Inforpress soube junto da edilidade portonovense, que existe um projecto visando a canalização da água para esses povoados.
Aldeia do Norte e Pascoal Alves são outros povoados “escondidos” no interior do concelho do Porto Novo, cujas populações têm vindo a consumir água de qualidade duvidosa.

Em Aldeia do Norte, o representaste da população local, Otelindo Ferreira, avançou à Inforpress que graças a um apoio concedido pelo Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) a nível de tubagem, foi possível melhorar a situação, com a canalização da água a partir da nascente de Água Margosa.

Quanto a Pascoal Alves, as 15 famílias que ainda residem nesse povoado percorrem, diariamente, vários quilómetros para, ainda assim, abastecer-se de uma água extremamente salobra, extraída a partir de um poço contíguo ao mar. Fonte: Inforpress

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