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Portugal: Tribunal aceita o pedido de Brasil para a extradição do empresário Raul Schmidt Felipe Júnior alvo da Operação Lava Jato 15 Setembro 2017

O Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa, anuiu ao pedido de Brasília para que o empresário Raul Schmidt Felipe Júnior, alvo da Operação Lava Jato, seja extraditado. Schmidt, que também tem cidadania portuguesa, está preso em Lisboa desde março do ano passado a pedido da Justiça brasileira e ainda pode recorrer do pedido de extradição ao Tribunal Constitucional português.

Portugal: Tribunal aceita o pedido de Brasil para a extradição do empresário Raul Schmidt Felipe Júnior alvo da Operação Lava Jato

Raul Schmidt é acusado dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, por ter intermediado pagamentos de subornos no valor de 31 milhões de dólares (perto de três milhões de contos) a vários ex-diretores da Petrobrás, a petrolífera nacional do Brasil.

Em 2009, o pagamento desse avultado montante foi utilizado como luvas (no Brasil, “propinas na contratação da empresa Vantage Drilling Corporation para fretamento de navio-sonda por 1,8 mil milhões de dólares (mais de 150 mil milhões de contos).

Ainda de acordo com o Ministério Público Federal (MPF) brasileiro, Schmidt também teria intermediado o pagamento de subornos na contratação dum navio-sonda da empresa Pride International.

O luso-brasileiro Raul Felipe trabalhou na Petrobras durante 17 anos, entre 1980 e 1997 e, a partir de então, negociou contratos da petrolífera estatal com várias empresas, como a Samsung Heavy Industries, Pride e Sevan Marine, investigadas pela Justiça brasileira. Em 2001, tornou-se sócio da norueguesa Sevan Marine, responsável pela construção de plataformas de petróleo na costa brasileira, mas as investigações apontam que parte dos lucros era desviada para uma ’offshore’ nas Ilhas Virgens Britânicas, segundo o portal brasileiro da Internet UOL.

Luxo fez descobrir foragido

Vivia com a mulher e os filhos num apartamento do centro de Lisboa, nada que desse nas vistas já que é frequente encontrar executivos brasileiros a viver na área metropolitana de Lisboa. Mas o executivo Raul Schmidt Felipe Júnior distinguia-se destes já que era procurado desde julho de 2015.

O agora célebre juiz Sérgio Moro decretou a prisão preventiva de Raul Schmidt que vivia em Londres, onde tinha uma galeria de arte e era membro da elite cultural local. Em dezembro de 2015 ficou a saber que era procurado e fugiu para Portugal, onde podia combater a extradição porque é luso-brasileiro.

Entretanto, segundo a imprensa portuguesa e brasileira o que verdadeiramente o tramou foi o luxo do apartamento avaliado em três milhões de euros (mais de trezentos milhões CVE).

Fontes: Agência Brasil, Bloomberg.org

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