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Portugal: Zeinal Bava da PT Telecom repatriou 11,5 milhões com perdão fiscal 26 Agosto 2017

O antigo presidente da Portugal Telecom (2008-2014) e da brasileira Oi (2013-2014) é suspeito de ter recebido do Grupo Espírito Santo transferências superiores a 25 milhões de euros, através de paraísos fiscais. Bava afirma que regularizou com o fisco a situação ao aderir em 2012 ao RERT, um regime especial para regularizar património não declarado às autoridades portuguesas, avança o “Jornal de Negócios”..

Portugal: Zeinal Bava da PT Telecom repatriou 11,5 milhões com perdão fiscal

Zeinal Bava (na foto, de óculos), durante anos um dos mais reputados gestores portugueses, aderiu ao RERT-Regime Excecional de Regularização Tributária para declarar em Portugal um património de 11,5 milhões de euros que tinha omitido das suas declarações de rendimentos, revela o “Jornal de Negócios” esta sexta-feira 25.

A regularização ocorreu já em 2012, no seu quarto ano como presidente da PT. Mas os detalhes da adesão de Zeinal Bava ao regime constam da investigação que o Ministério Público português tem em curso com o nome “Operação Marquês”, que trabalha sobre suspeitas de corrupção envolvendo o ex-primeiro-ministro José Sócrates.

Segundo uma das linhas de investigação, Sócrates recebera indiretamente dinheiro proveniente do Grupo Espírito Santo (GES) como contrapartida por favorecer os interesses do grupo em detrimento da SONAE. O GES foi um dos maiores acionistas da Portugal Telecom (PT) e quando a SONAE lançou a oferta pública de aquisição sobre a PT foi o GES que a bloqueou. A investigação detetou uma série de outros pagamentos a figuras de topo.

O antigo presidente da Portugal Telecom (2008-2014) é suspeito de ter recebido do Grupo Espírito Santo (GES, antigo acionista da PT) transferências superiores a 25 milhões de euros a partir da Espírito Santo Enterprises, através de paraísos fiscais. Daquele montante, 6,7 milhões terão sido recebidos em 2007 e outros 18,5 milhões em 2011, que o gestor afirmou já ter devolvido.

De acordo com o “Jornal de Negócios”, Bava teria um contrato com o GES que lhe concedia até 30 milhões de euros para adquirir ações da PT e poder entregá-las a quadros de topo da operadora de telecomunicações como prémio para os manter na empresa.

Granadeiro não aderiu, Salgado sim

Outro ex-gestor da PT sob suspeita é Henrique Granadeiro (na foto, sem óculos), que, segundo o jornal português, não aderiu a nenhuma das várias edições do RERT. Granadeiro terá recebido, igualmente, mais de 25 milhões de euros da Espírito Santo Enterprises, mas justificou essas transferências com negócios com o GES, nomeadamente a venda de uma participação na sua herdade Vale do Rico Homem, no Alentejo.

Entre os mais mediáticos beneficiários dos perdões fiscais do RERT (que permitiram regularizar património que tinha sido escondido das autoridades portuguesas pagando uma taxa de imposto reduzida) está o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, que recorreu a este regime em três anos: 2005, 2010 e 2012.

Fontes: Jornal de Negócios. Arquivo A Semana. Rádio Renascença (foto)

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