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Portugal e Incêndios: Eduardo Cabrita, a aposta de Costa num veterano para travar polémicas 19 Outubro 2017

Ministro adjunto era um dos rostos do dossiê da descentralização e terá agora como principal tarefa assumir a reforma na gestão da floresta, prevenção e combate a incêndios. Amigo de longa data e homem de confiança do Primeiro Ministro, foi considerado, pela sua experiência, a solução lógica para tentar conter danos no ministério que se transformou no principal foco de problemas para o atual Governo.

Portugal e Incêndios: Eduardo Cabrita, a aposta de Costa num veterano para travar polémicas

Depois de se estrear como ministro em 2015 com a pasta de ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, amigo de longa data e homem de confiança de António Costa, acabou por ser uma solução lógica - e interna - para tentar conter danos no ministério que se transformou principal foco de danos para o Governo.

No Ministério da Administração Interna terá uma prova de fogo à experiência e "peso político" que os seus colegas de Governo lhe atribuem e que já foi reconhecido, por exemplo, pelo Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, que na reacção à sua nomeação para as novas funções viu com bons olhos esta mudança de chefia no ministério.

O homem que até agora tinha a tutela das autarquias e era um dos principais rostos do Governo no dossiê da descentralização terá agora como principal tarefa assumir a implementação da grande reforma que António Costa quer colocar em marcha com um novo modelo de gestão da floresta, e prevenção e combate a incêndios.

Nas funções de ministro Adjunto, de resto, o pelouro das autarquias já o tinha levado a lidar de perto com a reação do Governo à tragédia de Pedrógão: foi o homem escolhido por António Costa para coordenar, no terreno, a resposta do Governo aos incêndios que em junho vitimaram 64 pessoas.

Licenciado em Direito pela Faculdade de Lisboa em 1984, Eduardo Cabrita teve a primeira incursão política em 1985 como membro da Comissão Interministerial da Juventude no IX Governo Constitucional, onde depois acabou por assumir o cargo de adjunto do Gabinete da Secretária de Estado da Administração Autárquica.

Em 1988, quando Magalhães e Silva foi nomeado secretário adjunto para a Administração e Justiça de Macau, Eduardo Cabrita foi um dos três nomes indicados por António Costa para integrar a sua equipa. Os outros foram foram também amigos de longa de data do atual Primeiro Ministro: Diogo Lacerda Machado - que depois de ter sido consultor do Governo em dossiês como a definição do modelo para resolver o problema dos lesados do BES ou a reversão da privatização da TAP acabou por assumir o cargo de administrador não executivo da transportadora aérea - e Pedro Siza Vieira, o homem agora escolhido para suceder a Cabrita como ministro adjunto.

Entre 1999 e 2002 volta a integrar um Governo socialista, o segundo de António Guterres, como secretário de Estado Adjunto de António Costa como Ministro da Justiça. Nas legislaturas seguintes ocupa o cargo de deputado entre 2002 e 2005, assume a pasta de Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local no primeiro Governo de José Sócrates (entre 2005 e 2009) e volta ao estatuto de deputado entre 2009 e 2015, durante o segundo Governo de Sócrates e a governação PSD-CDS.

Foi durante esta última legislatura que ocupou o cargo de presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, entre 2011 e 2015, onde ficou célebre pela cena que protagonizou com o então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, na disputa pelo microfone durante uma audição parlamentar, depois de acusar Núncio de ter mentido.

Nascido no Barreiro em 1961, é casado com Ana Paula Vitorino, que também integra o atual Governo como ministra do Mar. Fonte: Jornal Expresso Portugal

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