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Portugal: Presidência da República prolonga missão militar na República Centro-Africana 23 Setembro 2017

A habitual reunião, à quinta-feira, do presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, com os seus conselheiros decidiu aprovar a “manutenção da missão, no quadro da ONU, na República Centro-Africana” sem avançar mais detalhes sobre o assunto.

Portugal: Presidência da República   prolonga  missão militar na República Centro-Africana

Segundo o comunicado do Palácio de Belém, a reunião do dia 21, que durou cerca de três horas, começou “com uma apresentação sobre o contexto da política externa de Defesa, nomeadamente quanto às diversas organizações internacionais em que Portugal se integra”.

“Foi, seguidamente, efetuado um ponto de situação sobre as atuais missões das forças e elementos nacionais destacados, tendo o Conselho concluído com a apreciação da possível participação das Forças Armadas em missões e operações no exterior, durante o ano de 2018”, refere a nota distribuída aos jornalistas esta sexta-feira, 22.

Em 2016, missão da ONU na República Centro-Africana custou 5,5 ME - ministro

Cerca de 160 militares integraram o ano passado a missão de paz da ONU na República Centro Africana, que foi orçamentada em 5,5 milhões de euros (550 milhões CVE), em parte a ser financiada pela ONU.

A participação portuguesa, de uma unidade terrestre de escalão companhia de infantaria, "é um contributo real de Portugal, reconhecido pelos pares, no combate contra o terrorismo transnacional" e traduz "a opção pela abordagem multilateral, através das Nações Unidas, por se lhes reconhecer um papel fundamental na ordem internacional", segundo o ministro da Defesa.

A participação portuguesa na MINUSCA — Missão Integrada Multidimensional das Nações Unidas na Estabilização da R. Centro-Africana — preencherá "uma lacuna de capacidades no terreno" e "contribuirá ainda para o apoio à nova missão da União Europeia na República Centro Africana - a EUTM", disse, acrescentando que é "uma escolha política, claramente orientada por aqueles que são os objetivos e as prioridades de Portugal, porque se deu preferência, sendo possível, a uma operação das Nações Unidas".

O ministro português referiu ainda a opção do Governo por manter uma componente nacional "estratégica" na indústria de Defesa como um "instrumento relevante" para garantir autonomia das Forças Armadas mas também para reforçar a economia nacional.

RCA quer mais soldados da MINUSCA, titula BBC

Mais de quatro anos decorridos sobre o início da intervenção francesa e das Nações Unidas na República Centro-Africana, o país, cuja estabilização tarda, pede reforços à ONU – que já tem uns doze mil homens no terreno.

O governo de Faustin Touadéra só manda na capital, Bangui, e o resto do país está nas mãos de uma quinzena de grupos armados. A população, de cinco milhões, está à mercê desses grupos que depredam os escassos recursos naturais e massacram civis, dizem as fontes diplomáticas e ONGs.

O Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados disse, na última sexta-feira, 15, que o número de refugiados e deslocados atingia 1,1 milhão de pessoas, ou seja mais de um em cada cinco centro-africanos.

“A única força capaz de garantir a segurança são as Nações Unidas”, disse o presidente centro-africano, Faustin Touadéra, que pediu mais “quatro contingentes”, ou seja, vários milhares de militares.

Fontes: Lusa, Le Monde, BBC.

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