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Praga de gafanhotos ataca culturas na ilha do Maio 05 Novembro 2015

Uma praga de gafanhotos está a causar devastações em perímetros agrícolas da ilha do Maio. Os agricultores estão desesperados e desenrascam-se como podem, a tentar salvar o que resta das plantações. Alegam que o Ministério do Desenvolvimento Rural na ilha nada tem feito para os ajudar. Entretanto, contactado por este online, o delegado do MDR, João Varela, desdramatiza, dizendo que o ministério enviou alguns técnicos ao terreno e conseguiram controlar a situação, só faltando agora fazer o balanço da sua actuação.

Praga de gafanhotos ataca culturas na ilha do Maio

Segundo os agricultores, o que parecia ser um bom ano agrícola está a virar um pesadelo. É que depois de boas chuvas na ilha do Maio, começou a invasão às culturas por uma praga de gafanhotos, há cerca de um mês. “Os gafanhotos estão a comer de tudo e no MDR dizem-nos que já não têm o pesticida para os matar. Estamos desesperados, pois nada podemos fazer,” lamenta a agricultora Maria Silva.

Também para outra agricultora, Gregória Mendes, o ano agrícola está perdido. Esta mulher do campo tem a certeza de que em algumas zonas, a produção vai ser zero, porque os gafanhotos devastaram tudo. Ela conta que muitos agricultores acabaram por abandonar os seus terrenos depois que “fizeram dedetização, mas não surtiu efeito. Parece que essa praga ficou mais fortalecida e está a destruir tudo”, conta Gregória.

Contactado pelo asemanaonline, o delegado do MDR, João Varela, contradiz os agricultores. Garante que todos os que procuraram o MDR receberam o pesticida. Acrescenta ainda que os técnicos estiveram no terreno e resta agora fazer o balanço. “Os técnicos estiveram no terreno. Conseguimos controlar a situação e agora vamos fazer o balanço. Ninguém pode dizer que veio aqui buscar insecticida e não recebeu. Isso é maldade, inclusive hoje um agricultor esteve aqui para tomar o produto”, frisa Varela.

Para além deste combate, Varela assegura que a delegação tem levado a cabo uma campanha para controlar a reprodução de gafanhotos e evitar a sua migração para outras áreas agrícolas. “Fizemos uma campanha nas zonas de Morro e Calheta, onde houve essa invasão. Conseguimos tratar quase 800 hectares de terreno. Mas vimos que alguns voaram e foram concentrar-se nas zonas mais a norte. Regressámos e agora tudo está controlado, até porque nesta altura o ciclo de vida dos gafanhotos está no fim. Já identificámos as zonas onde colocaram os seus ovos, para no próximo ano fazer uma intervenção logo no início da época agrícola”, esclarece.

Paula Tavares

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