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Mais um crime de sangue na Praia: Jovem é morto a tiro pelo próprio irmão 13 Abril 2018

A Capital cabo-verdiana continua a ferro e fogo. É que um jovem de 20 anos foi morto a tiro pelo irmão mais velho, na tarde desta sexta-feira, 13, em Achada de São Filipe, Cidade da Praia. Tudo terá acontecido depois de um desentendimento entre os dois, por causa da herança do pai já falecido.

Mais um crime de sangue na Praia: Jovem é morto a tiro pelo próprio irmão

Este novo crime de sangue tem abalado os residentes de Achada de S.Filipe e da cidade da Praia em geral.De acordo com familiares, o homem de 40 anos, conhecido por “Pila”, teria se implicado com o irmão mais novo (Filú) por causa de uma herança deixada pelo pai, António Pedro Vaz, que foi empresário da construção civil e que falecera em Maio de 2013.

Conforme informações recolhidas no local do incidente por este diário digital, Filú foi encontrado já morto, tendo depois sido transportado para o Hospital Agostinho Neto para efeito de autópsia. Entretanto, testemunhas oculares relataram à polícia que o suspeito do crime foi visto munido de arma de fogo (pistola), tendo disparado tiros que atingiram mortalmente o irmão.

Até ao fecho da edição deste jornal, o suposto autor deste crime de homicídio ( Pila) estava a monte. Mas o fugitivo está sendo procurado pela Policia Nacional, que depois deverá fazer a sua entrega às instâncias judiciais. Tudo com vista ao apuramento das responsabilidades criminais.

Armas de fogo e caso do comandante do PN-Sal suspenso

Entretanto, este caso da morte a tiros trouxe à ribalta a problemática de proliferação do uso ilegal de armas de fogo em Cabo Verde, principalnte em Santiago. Uma questão que foi retomada este semana pelo Comandante da Policia Nacional na ilha do Sal, Elias Silva, ao afirmar na Rádio Nacional que “Cabo Verde tem uma lei amiga das armas”. Como consequência, aquele oficial da PN foi suspenso mediante um processo disciplinar e deverá deixar a ilha do Sal dentro em breve.

Questionado esta sexta-feira no Mindelo pela Inforpress sobre o assunto, o ministro da Administração Interna declarou que polícia não critica Justiça.“Nesta matéria só tenho uma coisa a dizer: polícia não critica Justiça, não há mais nada a dizer, pois a instituição policial tem regras próprias as quais deve seguir».

Interrogado se o Governo prevê alguma mexida na lei que regula o uso das armas de fogo, o ministro explicou que é necessário “separar as coisas”, pois não discute a aplicação da lei. “Se for necessário alterar para reforçar alguns dispositivos o Governo assim o fará, e tem feito essa ponderação. O demais é o lado operacional da polícia, que tem as suas regras próprias e a corporação sabe-o bem”, concluiu Paulo Rocha.

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