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Primeira fase de nova adega de Chã das Caldeiras estimada em 700 mil euros 11 Junho 2017

A construção da primeira fase da nova adega de Chã das Caldeiras, na ilha cabo-verdiana do Fogo, está estimada em cerca de 700 mil euros, segundo o projecto elaborado pelo governo de Tenerife e já apresentado ao Governo cabo-verdiano.

Primeira fase de nova adega de Chã das Caldeiras estimada em 700 mil euros

«Apresentamos o projecto da primeira fase da nova adega de Chã das Caldeiras, que inclui a urbanização da zona e a estrutura da adega. Está estimada em 80 mil milhões de escudos (cerca de 700 mil euros)», disse à agência Lusa Jesus Morales, do Cabildo (governo insular) de Tenerife.

Jesus Morales, que na terça-feira apresentou, na cidade da Praia, o projecto ao ministro da Agricultura e Ambiente de Cabo Verde, explicou que a execução do projecto ficará a cargo do Governo de Cabo Verde «nos prazos que considerar oportuno».

Sem avançar datas para o início da construção, Jesus Morales considerou que a vontade dos dois governos é que se comece o mais cedo possível.

«A primeira fase foi concluída e entregue. É um projecto vital para a ilha do Fogo. É um projecto sustentável, que se enquadra perfeitamente, compatível, integrado ambientalmente e autossuficiente em água e energia», disse.

Jesus Morales adiantou ainda que o projecto prevê uma segunda e uma terceira fases que tornarão a construção «num centro de referência».

«Está previsto um restaurante, uma zona de fabricação de produtos locais e um centro de atracção turística respeitoso. É um projecto mais ambicioso que a reconstrução de uma adega», disse.

O governo de Tenerife, ilhas Canárias, é o responsável pelo financiamento do projecto, enquanto a primeira fase da construção da obra tem já, segundo Jesus Morales, financiamento pelo Fundo de Cooperação para a Reconstrução do Fogo, após a erupção de Novembro de 2014.

A erupção vulcânica destruiu por completo a sede da Adega Cooperativa de Chã das Caldeiras, mas deixou praticamente intacta a zona de vinha, ocorrendo a produção de vinho em instalações provisórias desde então.

O vinho é um dos mais conceituados produtos do Fogo e o modo de vida de muitas famílias de Chã das Caldeiras.

A sua qualidade, potenciada pelas condições de produção dentro da caldeira, aliada à pouca produção fazem com que, em certos anos, uma garrafa possa atingir os 20 euros nos restaurantes locais.

C/Lusa

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