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Primeiro-ministro: Paridade na política: Há barreiras e obstáculos pré-definidos que têm de ser ultrapassados 30 Julho 2017

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, considera que há barreiras e obstáculos pré-definidos que têm de ser ultrapassados para se poder atingir a paridade na política em Cabo Verde.

Primeiro-ministro: Paridade na política: Há barreiras e obstáculos pré-definidos que têm de ser ultrapassados

Ulisses Correia e Silva, que falava no encerramento do Workshop Internacional de Partilha de Experiência, Boas Práticas na Promoção da Paridade Política: Casos de Espanha, Portugal, Senegal, Ruanda e Moçambique, disse que é convicção do Governo de que este assunto deve ser atacado de frente para se encontrar as melhores soluções.

“O assunto quer dizer garantir a paridade na política porque é a partir daí que se determina todo o resto. O poder político quer na governação, quer no parlamento, quer nos municípios determina escolhas, opções políticas, instrumentos que são determinantes para termos uma acção efectiva sobre instrumentos que possam conduzir a maior igualdade quer económica, social e cultural”, disse o PM cita pela Inforpress.

Ulisses Correia e Silva acrescenta que esse workshop promovido pela Rede de Mulheres Parlamentares de Cabo Verde (RMPCV) e pelo Instituto Cabo-Verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICEG) acontece num momento oportuno, porquanto se prepara a revisão do código eleitoral.

“É o momento único de facto para debater o assunto e a problemática e conseguirmos as melhores soluções”, anotou, indicando, entretanto, que essa discussão à volta da paridade deve ser alargada também à sociedade civil, envolvendo mulheres e homens.

Esta é, na sua perspectiva, uma forma de se evitar a tentação dos políticos de legislarem sem terem um grande apoio social de compreensão da causa da legislação.

Segundo a agência cabo-verdiana de notícias, Ulisses Correia e Silva, que é também presidente do MpD (no poder), lembrou que já teve posições contrárias em relação às quotas. Contudo adiantou que hoje está muito mais próximo da ideia de que é preciso ir para além das boas vontades conjunturais.

O chefe do Governo considera que esse é momento de se avançar com a lei da paridade que obriga à conformação das listas à lei, e eliminar a ideia de que as mulheres não estão disponíveis para entrar nas listas.

“Os argumentos que recebíamos sempre é que não havia mais mulheres nas listas porque não há disponibilidade. A partir do momento em que colocou a obrigação de 50/50 (no MpD), mesmo não tendo ficado 50/50 apareceram muito mais mulheres. Quer dizer que há barreiras e obstáculos pré-definidos que têm de ser ultrapassados”, salientou o PM segundo ainda a Inforpress.

No encerramento do Workshop discursaram também a deputada da UCID, Dora Pires, a líder do grupo parlamentar do PAICV, Janira Hopffer Almada, e o líder do grupo parlamentar do MpD, Rui Figueiredo Soares.

Todos manifestaram o desejo dos respectivos partidos em ver aprovada uma lei de paridade que seja consensual e útil para a sociedade cabo-verdiana. A previsão da RMPCV é que em Janeiro de 2019 essa lei de paridade esteja aprovada.

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