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Japão: Primeiro-ministro impopular reeleito com maioria absoluta 23 Outubro 2017

Os resultados oficiais conhecidos nesta segunda-feira dão 312 dos 465 assentos parlamentares ao Partido Democrático Liberal (PDL), liderado pelo primeiro-ministro Shinzo Abe. O PDL, coligado com o pequeno partido Komeito, não só ganhou como ganhou com maioria absoluta, ultrapassando a fasquia dos 310 assentos. Logo atrás, o novo líder da oposição, Yukio Edano, que formou o seu movimento independente há... duas semanas.

Japão: Primeiro-ministro impopular reeleito com maioria absoluta

O tufão Lan, que assolou o país-arquipélago, neste domingo, dificultou a ida às urnas, mas a taxa de participação manteve-se.

Oposição fraca liderada por Edano herói de 2011 — ano do tsunami e do Fukushima

Os japoneses votaram em Abe, porque a oposição é fraca – analisam politólogos internacionais. Nos últimos meses, os índices de popularidade do governo japonês diminuíram: os média dão conta que menos de 40% dos japoneses apoiam o chefe de Governo.

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, ainda fez-lhe frente e nos últimos meses foi destacada figura mediática e com grande projeção internacional como oponente do primeiro-ministro. Mas sentindo a fraqueza dos seus aliados, Yuriko Koike acabou por não se apresentar às legislativas. E sintomaticamente foi a partir de Paris — onde se encontra numa reunião de autarcas internacionais — que ela reconheceu, domingo à noite, que a oposição foi derrotada.

O novo líder da oposição é Yukio Edano, de 53 anos, que formou o seu movimento independente há duas semanas. Membro em 2011-12 do executivo apoiado pelo Partido Democrático do Japão, de Naoto Kan, Edano ficou conhecido como o incansável ministro que estava em cima do acontecimento aquando do tsunami que abalou o país-arquipélago em 11 de março de 2011.

Visita de Trump em novembro: incógnita

A esfera mediática destaca que a visita do presidente Donald Trump, agendada para a primeira semana de novembro, é aguardada com muita expectativa dada a situação na península da Coreia. Sobre a mesa estará a decisão final sobre as medidas a tomar para controlar a ameaça que a Coreia do Norte representa e, com isso, a repercussão sobre a esperada revisão da constituição nipónica no sentido de permitir ao país dotar-se de um corpo militar eficaz. É que a constituição de 1947 — muito marcada pelo tratado de paz subsequente à derrota frente aos Estados Unidos —impede o Japão de ter um exército eficaz.

Além disso, prognostica-se que a visita de Trump em termos protocolares deve constituir um marco histórico. Antevê-se uma série de dificuldades que serão um quebra-cabeças para o serviço de protocolo. Como se comportará o sui generis Trump diante do Imperador Akihito?

Fontes: Agências, Figaro /AFP (foto): Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe (à direita), e secretário-geral do PLD, Partido Liberal Democrata, Toshihiro Nikai, durante a contagem de votos este domingo em Tóquio.

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