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Prisão preventiva para polícia envolvido em caso de morte de jovem em Cabo Verde 18 Maio 2017

O Tribunal da Comarca da Praia condenou a prisão preventiva um dos agentes da polícia de Cabo Verde envolvidos no caso de agressão a um jovem que acabaria por morrer, informou hoje a Procuradoria-Geral da República.

Prisão preventiva para polícia envolvido em caso de morte de jovem em Cabo Verde

Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República detalha que no âmbito das investigações, o Ministério Público ordenou a detenção fora de flagrante delito do agente, "por indícios de prática de factos suscetíveis de integrarem o crime de homicídio".

"Submetido a primeiro interrogatório judicial de arguido detido, o referido agente ficou a aguardar os ulteriores trâmites processuais em prisão preventiva", lê-se na nota de imprensa.

A procuradoria cabo-verdiana indicou ainda que o processo, cuja "investigação encontra-se em fase bastante avançada, continua em segredo de justiça".

O caso aconteceu em março último, quando Hélder Delgado, 19 anos, que residia no bairro de Pensamento, morreu depois de ter sido detido por um agente da referida esquadra, que alegou que o jovem estava a roubar em sua casa.

Depois de imobilizado e algemado, o jovem foi transportado à esquadra, onde passou a noite, tendo sido conduzido de manhã ao hospital inanimado, onde acabaria por falecer.

As circunstâncias do caso foram envoltas em contradições, com os familiares a acusarem o agente de agressões fatais, que terão levado à morte do jovem ainda dentro da esquadra de Investigação e Combate à Criminalidade de Achada de Santo António, na cidade da Praia.

O Governo de Cabo Verde suspendeu e mandou instaurar processos disciplinares a nove agentes afetos à esquadra policial envolvidos no caso, incluindo o agente que fez a detenção, os agentes na esquadra, graduados de serviço, comandante substituto e o oficial de dia.

Enquanto decorria o processo disciplinar, o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, disse que todos os agentes envolvidos no caso seriam suspensos das suas funções.

O ministro anunciou que o Governo iria rever as normas e procedimentos relativos ao funcionamento das esquadras e postos policiais, bem como aos procedimentos a ter com pessoas detidas e não detidas conduzidas às unidades policiais. Fonte: Lusa

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