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Projectos agrícolas nas barragens vão custar 400 milhões CVE 23 Dezembro 2015

Os quatro projectos agrícolas que vão ser implementados nas barragens de Faveta (São Salvador do Mundo), Saquinho (Santa Catarina), Figueira Gorda (Santa Cruz) e Canto de Cagarra (Santo Antão) terão um investimento global de 400 milhões de escudos. O início das obras - instalação da rede secundária até às parcelas dos agricultores, incluindo adução da água, sistema de bombagem, filtração e controlo da água - está previsto para o primeiro trimestre de 2016.

Projectos agrícolas nas barragens vão custar 400 milhões CVE

A directora-geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural(DGDR) explica que se está a negociar para que os projectos sejam financiados, através de uma linha de crédito com Portugal. De todo o modo, vai dizendo Carla Tavares, “enquanto se aguarda por financiamento, vamos implementando o projecto paulatinamente, com recursos próprios, no quadro do orçamento de investimento do MDR para o ano 2016”.

Dependendo da verba disponível, segundo Carla Tavares, os projectos poderão ser executados por fases ou não. “Vamos iniciar com a instalação da rede secundária até às parcelas dos agricultores, incluindo a adução da água, sistema de bombagem e, paulatinamente, a instalação das parcelas nos perímetros agrícolas destas barragens”, informa.

A este propósito, a directora-geral da DGDR afirma que, de momento e para os próximos anos, são prioridades do MDR o aproveitamento da água mobilizada. Com os investimentos feitos neste domínio, espera-se a reconversão de áreas de sequeiro e o aumento da área irrigada, também com recurso ao sistema gota-a-gota, e, consequentemente, o aumento da produção agrícola.

Ademais, os projectos comportam também o sistema de bombagem de água com recurso a painéis solares. Um sistema adoptado em outros projectos já implementados, por exemplo em João Bento, Martiene, Ribeira dos Bodes e Chã de Norte (Porto Novo). Nessas zonas, a bombagem é feita com energia 100 por cento renovável, o que reduz drasticamente os custos, quando comparados com o uso de combustível.

“Trata-se de facto de um projecto integrado, que contempla vários domínios, desde a gestão dos recursos hídricos, os sistemas de rega, a produção hortícola e frutícola, a pecuária familiar e semi-industrial, o agro-negócio. Mas também a comercialização, a transformação agro-alimentar, a capacitação dos agricultores nas áreas produtivas, a prestação de serviços e a organização da produção nas comunidades, nas áreas de influência das barragens”, sublinha Carla Tavares.

Note-se que os trabalhos acima referidos estão enquadrados no programa de Infraestruturação do Sector Agrícola para a Mobilização de Águas de Escoamentos Superficiais e Subterrâneas. O referido programa, que permitiu construir seis barragens nas ilhas de Santiago, Santo Antão e S. Nicolau, é financiado por uma linha de crédito concessional do governo português.

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