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Proprietários de Táxis exigem que o Governo sirva de intermediário junto às instituições financeiras na renovação da frota 30 Julho 2017

Depois de ter sido recebido pelo ministro das Finanças, no quadro das audições com vista à elaboração do Orçamento de Estado para 2018, o representante dos proprietários de táxis de Cabo Verde, João Antunes, disse que a classe precisa de “renovar a frota” e que o Governo deve servir servir de “intermediário” junto às instituições financeiras.

Proprietários de Táxis exigem que o Governo sirva de intermediário junto às instituições financeiras na renovação da frota

Para Antunes os proprietários tem a isenção para a importação de viaturas, “mas, se não tivermos financiamento para a renovação da nossa frota, não conseguiremos fazê-la”.

Em declarações à Inforpress, o representantes dos taxistas de Cabo Verde revelou, ainda, que pediu a Olavo Correia que interceda junto ao seu colega que chefia a pasta de Administração Interna, Paulo Rocha, “a fim de se combater os chamados táxis clandestinos”.

“Queremos investir, mas o mercado está proliferado de viaturas que concorrem connosco de forma ilegal e, a continuar assim, não aventuraremos”, lamentou João Antunes, que apela às autoridades no sentido de adoptarem “medidas mais energéticas” em relação àqueles que vêm fazendo o papel de táxis, quando, na verdade, não estão licenciados para tal.

Perguntado se a situação dos industriais de táxis é tão débil a ponto de não poderem renovar as suas frotas, aquele responsável afirmou que a tarifa praticada é “baixa”, mas reconheceu também o “fraco poder de compra das pessoas”.
“Se aliarmos tudo isso à concorrência desleal, podemos dizer que o táxi dá, mas é com muita ginástica que conseguiremos sobreviver”, indicou aquele responsável, acrescentando que a vida dos proprietários dos táxis “não está a ser fácil”.

Quanto à reintrodução do taxímetro, defende que este instrumento de controlo dos preços é “muito útil e necessário”, além de permitir que os utentes paguem uma “tarifa justa”.

“Agora, se reintroduzirmos o taxímetro, perderemos a clientela toda por causa dos clandestinos, pois uma pessoa, ao entrar num táxi, e, logo se depara com 80 escudos, vai recusar esta tarifa”, reconheceu João Antunes, defendendo que, além do combate aos clandestinos, a reintrodução do taxímetro deve ser “socializada para que as pessoas entendam que realmente este instrumento de controlo é a única forma de o cliente pagar o preço justo”.

Para o representante dos proprietários de táxis, o combate aos clandestinos torna-se difícil, tendo em conta que uma boa parte das viaturas que andam a fazer fretes clandestinos pertencem a agentes da Polícia Nacional.

“Quando há esta cumplicidade, há falta de actuação”, queixou-se João Antunes.
Segundo ele, durante o mandato do anterior Governo, alguns táxis foram apreendidos porque os seus proprietários não pagaram os impostos devidos.
“Quando não se factura por causa dos clandestinos, não há o cumprimento dos compromissos fiscais”, alegou, apontando que a “bonificação de juros” por parte do Governo e outros incentivos podem ajudar os proprietários de táxis a saírem do sufoco financeiro em que se encontram.

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